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O Mário Machaqueiro resolveu escrever um longo comentário num post mais abaixo, em que me faz várias acusações de falta de carácter, a ponto de se vangloriar do facto de se ter recusado a aceitar o cumprimento que lhe dirigi, na sexta-feira à noite.

Há gente que de tão pura e imaculada, não admite misturar-se com raças menores, mas isso é problema bem conhecido, que a história do século XX europeu bem documenta.

Sei bem que a história, mesmo com todo o aparato científico de que procura munir-se, nunca é mais do que a interpretação que alguém faz de factos ocorridos no passado, à luz do conhecimento que constrói sobre eles, com base nos relatos de quem os viveu. Os limites da objectividade histórica são o que são e cada um dos intérpretes faz a leitura do que viveu de acordo com as suas subjectividades.

O Mário, que dedicou bons anos da sua vida a fazer uma leitura da revolução soviética de 1917, está há muito convencido de que eu sou um perigoso e empedernido estalinista. Não é o único, mas no seu caso a fixação atinge as raias do absurdo. Daí achar que torço e retorço os factos que ele conta de forma diferente da versão que eu vivi.

Recuando uns dias antes do 8 de Março de 2008, a minha verdade é que se encontraram no Centro Comercial Colombo 6 ou 7 professores que tinham estado na semana anterior na reunião das Caldas da Rainha. Eu era um deles e o Mário outro. A agenda da reunião tinha um ponto: decidir da participação ou não, na manifestação de dia 8, da associação formada (informalmente, é certo) na tal reunião das Caldas.

O grupo decidiu maioritariamente pela participação, com grande entusiasmo do núcleo da escola D. Carlos de Sintra, representado por dois ou três professores. O representante de Montelavar e Ericeira também apoiou e disponibilizou-se para conseguir as t-shirts que envergaríamos durante a manifestação. Pela minha parte comprometi-me a mobilizar professores da Amadora e Odivelas. O Mário e quem o acompanhava, ficando em minoria, não garantiram a sua presença e muito menos se propuseram mobilizar quem quer que fosse nas respectivas escolas.

No dia 8 de Março de 2008, os professores da escola D. Carlos de Sintra compareceram em força, trajando de negro e trazendo as faixas identificativas. De Montelavar, Ericeira, Amadora, Odivelas, Minho e Douro compareceu também muita gente, todos envergando as t-shirts que nos identificavam. Todos não, por que houve gente que não se sentia suficientemente à vontade para se misturar com os outros considerando o luto um folclore demasiado popularucho, como se pode constatar nas fotos abaixo.

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