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No Portugal que se ufana da sua democracia, e do cosmopolitismo das suas elites – temos o presidente da comissão europeia, o alto-comissário para os refugiados, um vice-presidente do banco central europeu e mais uns quantos embaixadores de organismos ligados à ONU -, alguém com o passado de Lula da Silva nunca chegará ao poder. Porque nascer pobre, com uma educação formal não certificada por escola de elite e, ainda por cima, defendendo ideais de esquerda e contra as directrizes das capitais dominadas pela grande finança e pela indústria do armamento, é um handicap inultrapassável.

E, no entanto, Lula da Silva foi considerado recentemente o homem mais influente do mundo, de acordo com a insuspeita de esquerdismos revista TIME.

Afinal, parece que a crise económica, que nos vendem como sendo global e sem outra solução que não seja tirar aos trabalhadores para entregar aos banqueiros, pode ser atacada de outras formas.

Francisco Carlos Teixeira, professor Titular de História Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), num artigo escrito no site Carta Maior, alerta para a forma como as elites e a comunicação social brasileira omitem a valorização das políticas sociais no combate à crise, apenas com base no preconceito.

Tal como cá, em que a simples menção a políticas de esquerda (que não a “esquerda pós moderna do soarismo democrático”) causa alergia a quem tem acesso à opinião publicada:



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