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Nas últimas semanas o tema da violência entre jovens, e de alguns jovens sobre os adultos que têm a incumbência de os educar e ensinar, tem sido motivo de longos textos, quer na blogosfera docente quer nos media.

Trata-se de uma questão que perturba o quotidiano de muita gente, há demasiado tempo, mas que só é motivo de debate e de manchetes mediáticas quando algo irremediável acontece. Nesta matéria, como no que diz respeito a quase tudo o que tem a ver com educação e ensino das gerações mais novas, a precaução e a prevenção são conceitos votados ao esquecimento.

Claro que há algumas pessoas, entre elas um número significativo de professores, que trabalhando em comunidades mais “difíceis” sempre se preocuparam e tentaram prevenir, antecipar problemas e evitar acontecimentos irremediáveis. Mas é um trabalho insano, pouco reconhecido e apoiado, cujos resultados são quase irrelevantes, sobretudo se confrontados com o esforço desenvolvido.

Há já alguns anos passou em alguns cinemas portugueses um filme que retrata uma situação de violência extrema, envolvendo alunos e professores de uma escola secundária da Califórnia. Um professor que leccionara em Nova York, onde tinha sido agredido selvaticamente por um aluno que pertencia a um gang, é colocado nessa escola secundária em substituição de uma professora.

O esforço que este professor tenta fazer para recuperar o seu sonho de ensinar e a forma como os seus novos alunos se relacionam com ele, entre si, com a escola e com a vida, constituem um excelente guião para a reflexão sobre os limites que cada um se coloca e como os ultrapassa na vida.

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