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Quando hoje de manhã publiquei uma “estorinha” que tinha recebido por email, não imaginava que a esta hora pudesse estar a discorrer sobre a governança e os dois pesos e duas medidas que o nosso primeiro tem sobre o interesse geral e o interesse particular.

Quando se tratava de achincalhar os professores, eliminar direitos sindicais e reduzir os mais elementares direitos a indignação de um corpo profissional altamente qualificado, o 1º ministro e toda a sua “entourage” sustentavam a sua posição autoritária na defesa do interesse geral contra o interesse particular dos professores. O argumento era que o interesse geral dos portugueses se sobrepunha ao interesse de um grupo profissional, pelo que até era permitido ao governo ultrapassar a lei.

Agora, que é preciso preservar a imagem de umas quantas personagens (um administrador de uma empresa pública, nomeado politicamente por um governo, trabalhando como seu comissário político), o interesse geral dos portugueses (em conhecerem a verdade) tem que se submeter à lei, privilegiando o interesse privado.

A governança aparece aqui porque o principal interessado em impedir que se conheçam todos os contornos da “estória”, em vez de usar o poder do cargo que ocupa, recorre a um testa de ferro para tentar calar a voz incómoda.