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«l’affirmation du parti socialiste se fait au centre»

Se alguém pudesse não perceber porque é que o governo de Pinto de Sousa prefere negociar o orçamento com a direita, apesar de nas campanhas pré e eleitorais se pôr em bicos de pés a namorar a esquerda, a frase mais acima (retirada de uma entrevista concedida ao Libération) explica tudo ao pormenor.

Lendo as declarações do 1º ministro percebe-se a hipocrisia dos fazedores de opinião da direita quando insistem em classificar o PS como um partido de esquerda.

Pode ser que tenha sido, no tempo da fundação. Até se aceita que muitos dos seus votantes e simpatizantes sejam pessoas preocupadas com as injustiças sociais e genuinamente de esquerda.

Mas desde que Mário Soares se “embrulhou” com Carlucci, nos idos de 75, todas as direcções foram empurrando o PS para aquilo em que Pinto de Sousa o transformou – um partido amigo do capital e inimigo do trabalho.

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