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A ocupação residencial do Parque das Nações, que se verificou ao longo da última década, não foi acompanhada pelo aumento da oferta pública de estabelecimentos de ensino.

A única escola pública existente na zona – a EBI Vasco da Gama foi criada em 1999, correspondendo à “deslocalização” de uma anterior escola com o mesmo nome, que existia no bairro da Portela. No início do seu funcionamento acolheu os alunos que já a frequentavam e residiam no concelho de Loures (Moscavide, Portela, Sacavém), aos quais se juntaram crianças do pré-escolar e do 1º ciclo, filhas dos primeiros residentes do Parque das Nações.

Apesar de a oferta ser claramente insuficiente para as necessidades da população, que foi crescendo ao longo desta década, a administração educativa não investiu na construção de nenhuma outra escola e, como é natural, a procura crescente encontrou eco nos investidores privados.

Foi desta forma que em 2009 foi inaugurado o Colégio do Oriente, com capacidade para 700 alunos desde o Jardim de Infância até ao 9º ano, cujo projecto de ensino é assegurado por uma denominada GPS – Gestão e Participações Sociais, SPGS, SA.

Visitando a página da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, no separador relativo à oferta educativa verificamos que, a par da reivindicação de intervenção por parte da DRELVT, se vão anunciando diversos investimentos privados como o  Externato João XXIII, que se vai mudar do bairro da Encarnação para a zona do Hospital CUF-Descobertas e o colégio Pedro Arrupe – iniciativa do grupo Alves Ribeiro com projecto educativo a cargo da Companhia de Jesus.

Como se vê, quando o Estado se retira da educação abre caminho para que os privados tomem conta do espaço livre.

Ao que parece é o que também se planeia para a nova urbanização da Matinha, onde a construção de 7 torres de 19 andares não acautela a construção de equipamentos, como escolas ou centros de saúde, numa zona da cidade já muito carenciada.

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