…Era sem dúvida uma figura incontornável da malta da minha idade.

Do alto da sua pianha, controlando com eficácia e elegância o trânsito, o sinaleiro [que também tratávamos por “cabeça de giz”, devido ao capacete que fazia parte do seu fardamento] foi sendo substituído pelas novas tecnologias e pelos semáforos impessoais.

Mas deixou saudades e acredito que muitos “rapazes”, hoje com mais de 50, prefiram o tratamento personalizado do sinaleiro ao tratamento frio das tecnologias sem rosto.

mg 

Essa pode ser uma explicação perfeitamente plausível para o facto de um homem de negócios, muito falado nas últimas semanas, ter preferido entrar pelo gabinete de uma amigo para pedir indicações sobre uma morada, em vez de recorrer ao impessoal GPS que nos leva porta a porta, mas com vozes mais ou menos metalizadas e sem aquele “toque humano” que nos faz recordar o polícia sinaleiro.

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