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No post anterior já me tinha referido a algumas das questões que me parecem inaceitáveis, do ponto de vista dos professores, na proposta de revisão do ECD e ADD apresentada pelo ME.

Felizmente, ao ler a posição tomada pelo SN da FENPROF, vejo que estão lá todas contempladas, acrescendo ainda mais algumas que não enunciei.

Da mesma forma, parece-me que ficam também respondidas as questões levantadas pela Mariazeca e pelo P. Guinote, em dois posts que se referem ao processo de negociação em curso.

A decisão anunciada pelo SN da FENPROF de que «no sentido de um maior envolvimento dos professores e educadores neste processo negocial, os Sindicatos da FENPROF promoverão, em todo o país, plenários de docentes nos quais, para além do indispensável esclarecimento, serão aprovadas posições a enviar ao Ministério da Educação.», bem como o anúncio de que «Para o dia 19 de Janeiro (data em que se completam três anos sobre a aprovação do “ECD do ME”), a FENPROF considera importante o desenvolvimento de uma iniciativa nacional envolvendo todos os professores, cujo contorno deverá depender do desenvolvimento do processo de revisão do ECD.» parece-me ser um sinal claro que está a ser dado a todos os professores, aos movimentos e aos restantes sindicatos, que o caminho a percorrer vai ser difícil, muito duro e que volta a ser imprescindível o empenhamento e a solidariedade de todos.

Às tentativas de divisão ensaiadas pelo ministério, com tratamento diferenciado para os professores conforme o seu posicionamento actual na carreira, temos que responder com unidade e firmeza, procurando a informação credível. Não podemos ceder nem à propaganda do charme ministerial, nem ao tremendismo de quem acha que está tudo perdido. O que é preciso é voltar a arregaçar as mangas, usando desta vez a experiência acumulada nos últimos anos na mobilização da vontade dos professores.

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