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Não fosse o Paulo G. e tinha perdido este delicioso pedaço de prosa.

Delicioso?!

Quem me conhece, depois de ler o que o sr. Rangel bolsou ontem no CM, pode pensar que ensandeci. Mas não.

De facto, ler o que este “retornado de luxo” agora vai escrevendo (e dizendo, quando ainda lhe dão a palavra na rádio ou na televisão), passou a ser um prazer para mim. Porque é com enorme prazer que vejo este cavalheiro a esbracejar, qual naufrago à procura da bóia, vendo ruir [pela segunda vez] o seu sonho autoritário.

Na verdade, estou convencido que a azia demonstrada pelo Rangel é directamente proporcional ao esboroar desse sonho. Há quatro anos Maria de Lurdes Rodrigues fê-lo recuar quatro décadas, transportando-o à década de sessenta em terras do planalto central. Rangel conseguiu entrever na actuação de MLR o “trabalho civilizador” do governador do distrito do Huambo, e na actuação das “popotas”, que se multiplicaram de norte a sul, o seguidismo dos administradores de concelho, de que tem tanta saudade.

Acredito até que, ao olhar para a humilhação que Pinto de Sousa e o seu séquito tentaram infligir aos professores, o retornado via um qualquer “Rebocho Vaz” a decidir quantos bailundos seriam despachados para as fazendas de café dos colonos.

Por isso lhe custa tanto reconhecer que os professores, tal como os Bailundos, os Kuanhamas, os Kiokos ou os Kimbundos, tenham conseguido tomar nas mãos o seu destino.

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