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O governo do PS é dirigido por um indivíduo egocêntrico, que é incapaz de perceber o conceito de diálogo.

Pinto de Sousa, e a restrita equipa com que se aconselha, pensa que aceitar a alteração das suas decisões, em matéria de medidas políticas concretas, significa ser um derrotado aos olhos da opinião pública. Uma imensa vaidade e um enorme complexo de inferioridade levam-no a transformar a intransigência em teimosia absurda. É o que se está a passar com o processo de alteração do ECD e da ADD dos professores, que mais dia menos dia será alterado, mesmo contra a sua vontade.

O problema é que cada dia a mais no processo de suspensão da divisão da carreira e da ADD, é um dia a mais no aprofundamento das dificuldades de relacionamento entre professores e governo, e entre os professores no seio de cada escola.

A estratégia que o 1º ministro resolveu seguir vai-se tornando cada vez mais clara: atrasar ao máximo a resolução do problema, para poder contar com a ganância de uns quantos professores que venham a obter classificações elevadas no simplex. Em suma, Pinto de Sousa usa o mesmo sistema de dividir para reinar, cavando ainda mais as clivagens entre professores.

O problema é que, ao usar o oportunismo de quem pretendeu garantir classificações de Muito Bom e Excelente, apenas porque muito poucos a elas concorreram deixando livres as quotas, Pinto de Sousa cava um divisão ainda mais profunda entre profissionais, que têm que trabalhar cooperativamente para cumprirem a sua missão educativa e formativa.

O cálculo que Pinto de Sousa faz de que a oposição não se arriscará a contrariá-lo, com medo de uma queda do executivo, precisa de uma resposta clara dos professores.

Se, por hipótese mais ou menos absurda, os partidos da oposição voltarem atrás no seu compromisso, apenas por medo de um tigre de papel como é Pinto de Sousa, caberá a cada um de nós mobilizar os colegas e amigos em cada escola para voltarmos a manifestar a nossa indignação e o nosso protesto.

Até porque, sem alcançarmos os nossos objectivos de uma carreira única, uma avaliação formativa e uma gestão democrática da escola pública,

A LUTA CONTINUA

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