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Em declarações à rádio oficiosa do PS dirigida por Paulo Baldaia, o ministro Jorge Lacão acaba de “desenterrar o machado de guerra”.

De facto, ao afirmar à jornalista Paula Baldaia «O principal desígnio da avaliação é premiar o mérito dos professores, lembra o ministro.

Com o objectivo de aperfeiçoar o modelo, o Governo está aberto a negociar com qualquer partido da oposição. Nesse sentido, o ministro dos Assuntos Parlamentares espera que não se forme na Assembleia uma coligação negativa, com o objectivo de suspender o processo de avaliação.», o ministro declara guerra aos professores, aos seus representantes legítimos e aos partidos da oposição, que já apresentaram ou declararam apresentar propostas de suspensão do simplex avaliativo.
A argumentação do governo volta a assentar na ideia de dividir para reinar. Assim, Jorge Lacão esgrime o argumento de que os professores que foram avaliados (entre os quais muitos dos oportunistas que requereram o excelente e o muito bom para aproveitar as quotas disponíveis) poderão desencadear processos judiciais.
Até apetece rir com tal argumento. Um ministério que durante quatro anos e meio torpedeou todas as decisões judiciais contrárias aos seus pontos de vista (vidé o pagamento de horas extraordinárias pelas aulas de substituição anteriores ao 15/2008) aparece agora com medo dos tribunais.
O governo do PS tem que perceber de uma vez por todas que os professores não aceitarão menos que a suspensão deste modelo. Quanto a alguns adesivos, que quiseram cavalgar em proveito próprio a luta que foi de todos, cá trataremos deles na escolas, fazendo-lhes perceber que as atitudes golpistas não vingarão.

 

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