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Quem conhecer as escolas portuguesas, em particular as que se situam nos concelhos limítrofes das grandes áreas metropolitanas, sabe que os regimes duplos de funcionamento continuam a perpetuar-se devido à sobrelotação dos espaços escolares.

Se nas escolas secundárias ainda existe alguma margem de manobra para acolher mais turmas e mais alunos, na generalidade das escolas básicas do 1º, 2º e 3º ciclo não há lugar para mais nada.

As direcções das escolas e os membros das comissões de horários contorcem-se para descobrir mais uma sala ou um gabinete de trabalho, onde dar uma aula de apoio a alunos que necessitem dela. Não existem gabinetes de trabalho onde os professores possam reunir-se com os seus colegas e preparar as actividades lectivas ou extra-curriculares. As pessoas, e os materiais de que necessitam para as tarefas quotidianas, amontoam-se nas salas de professores.

No meio desta absoluta falta de espaço vem agora Maria de Lurdes Rodrigues anunciar a criação de “salas de isolamento” para as crianças com gripe A e não há um jornalista que desmascare a ignomínia de tal afirmação.

É que mesmo que houvesse espaço nas escolas para reservar uma sala onde instalar alunos com síndrome gripal, seria necessário saber quais as condições de higiene e segurança que tais salas devem ter. Além de que não estarão à espera que os professores ou os auxiliares de acção educativa também sejam capazes de diagnosticar a gripe A.

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