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De vez em quando sabe bem.

Sobretudo quando podemos repescar coisas publicadas através das quais é possível constatar que os fazedores de opinião são capazes de dissertar sobre factos que mais tarde reconhecem não ter qualquer conhecimento: “os nossos nove anos de escolaridade não correspondem à obrigatoriedade de completar o 9º ano […] Confessando ao mesmo tempo a ignorância sobre “este detalhe” mas assumindo a revolta por esta pantomina, é caso para dizer que nunca deixaremos de ser um país de opereta”

Confesso que me satisfaz ver José Manuel Fernandes, um sabe tudo sobre Educação e Escola Pública, reconhecer a sua ignorância e dizer aos seus leitores que só agora descobriu que nem tudo o que apoia é do interesse público.

Continuando por este caminho talvez um dia descubra que os “vouchers” e outras maravilhas da propaganda (neo)liberal são produtos tóxicos para a Educação.

Para já dou-me por satisfeito relembrando o que escrevi neste blogue sobre o alargamento da escolaridade para doze anos. Se JMF tivesse tido tempo para ler este post, desde o início de Maio que deixaria de ser ignorante sobre a matéria.

Adenda (26/8): Apesar da confissão do seu director, o Público online traz uma “notícia” em que a ministra continua a mistificação entre os 12 anos de escolarização obrigatória e a frequência com sucesso do 12º ano. Nem estando de sobreaviso os nossos jornais são capazes de desmascarar a propaganda mais reles.

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