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Vai para aí uma maka (como se dizia no meu kimbo) a propósito de um título do DN, que anuncia uma campanha dos movimentos de professores contra o PS.

Descobri o caso através de dois posts “encriptados” do Paulo Guinote, nos quais ele explica porque não gosta de colectivos e esclarece tudo a bem da verdade.

A “estória” começou num encontro à volta da mesa que, de acordo com os organizadores, teve uma conclusão clara, como se pode ler nos relatos feitos:

«Tendo em conta o actual contexto político e o panorama académico nacionais, não temos dúvidas em afirmar que Santana Castilho é a pessoa melhor preparada, do ponto de vista técnico, científico e político, para assumir responsabilidades governativas na área da Educação, além de representar para os professores portugueses um modelo de oposição coerente e fundamentada às afrontosas e erradas políticas educativas deste Governo.

Neste momento, Santana Castilho constitui a figura pública capaz de devolver a tranquilidade de que os professores e a escola pública carecem e de funcionar como catalisador da motivação e da disponibilidade dos professores para trabalharem empenhadamente nas melhores soluções para a escola pública.

Conhecedores das ideias e da determinação do professor Santana Castilho, consideramos que o conhecimento público e atempado do seu envolvimento numa alternativa de Governo na área da Educação constituirá, seguramente, uma não despicienda vantagem eleitoral para o partido que tenha a inteligência de saber contar com ele.

Octávio V Gonçalves

(NEP e NBlogger do PROmova)»

É possivel ler exactamente as mesmas conclusões no blogue do MUP e apenas no blogue da Apede se consegue ler algo que, não sendo igual, apenas reforça a ideia base do encontro «À despedida, reforçámos a nossa convicção de que, com três ou quatro Santanas Castilhos no Ministério da Educação, poderia, finalmente, iniciar-se a enorme barrela de que esse organismo necessita desesperadamente.»

Partindo destes relatos encomiásticos de tão profícuo encontro, o DN deu à estampa uma notícia em que associa os movimentos de professores a uma campanha anti-PS. Vai daí, os imberbes e ingénuos líderes da classe docente descobriram que quem brinca com o lume se sujeita a levar umas mangueiradas para que o fogo não alastre.

A Apede, o Mup e o ProMova bem podem vir agora reclamar contra o jornalista que escreveu a peça ou contra o director que aprovou o título. O PG explica bem porque não gosta de entrar em caldeiradas em que possam atribuir-lhe afirmações que não fez. Provavelmente por isso (não sei sequer se foi convidado) não esteve no tal repasto e disse o que disse ao jornalista do DN que o contactou.

Alguém disse, ou deu a entender, ao jornalista do DN que aqueles movimentos estão contra o PS e que ainda por cima têm um candidato a ministro da Educação.

Juro que não fui eu.

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