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manelzinho

Como dizia ontem o 1º ministro Pinto de Sousa, à saída do debate sobre o estado da nação, a política às vezes é muito injusta.

Ontem calhou a vez ao ministro Pinho. Teve que provar o sabor amargo da injustiça, sendo liminarmente despedido apenas por ter exteriorizado (de forma explícitamente gestual) a forma como o seu chefe, protector e mentor tem maltratado (toureado é capaz de ser um termo mais apropriado) o parlamento e os deputados, perante quem tem que prestar contas.

Quem não se recorda da forma arrogante, mal-criada mesmo, como Pinto de Sousa sempre se dirigiu aos deputados da oposição (tanto à sua esquerda como à sua direita), ao longo de toda a legislatura? Quem esqueceu já a forma deselegante, agressiva e prepotente com que Pinto de Sousa sempre se dirigiu a quem se atrevia a fazer-lhe frente, ou simplesmente a colocar questões incómodas?

Manuel Pinho, numa altura em que o controlo e a compostura deste governo anda pelas ruas da amargura, achou que podia destratar o líder de uma bancada parlamentar que o estava a incomodar. Deu de barato que estava na Assembleia da República (casa que durante 4 anos se habituou a ver desrespeitada pelo seu chefe) e não se lembrou que as câmaras de televisão tudo vêem e tudo gravam.

Resta saber se pessoalmente teve azar, ou se apenas antecipou mais uma reforma dourada, numa qualquer empresa disponível para reciclar ministros caídos em desgraça. Para já tem direito a ir de férias mais cedo do que os seus colegas de governo.

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