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Parece que a opinião dos “professorzecos”, e o aval que possam dar aos programas eleitorais dos vários partidos concorrentes às eleições gerais de Setembro, está a por a cabeça de muita gente a andar à roda.

Segundo dizem os jornais, Manuela Ferreira Leite (a quem já se vaticina a glória de vencer as próximas eleições) anunciou que quer mudar tudo na educação, no caso de os portugueses (professores incluídos) lhe entregarem o governo do país.

Mas será mesmo tudo? É que a líder do PSD elencou as medidas que diz querem tomar e fez questão de referir que são quatro os aspectos a alterar: “No nosso programa não poderemos deixar de contemplar a alteração destes quatro aspectos que estão a paralisar o sistema, estão a torná-lo inviável, desmotivador da acção dos professores”.

As tais quatro alterações são os estatutos do aluno e do professor, a avaliação de desempenho e a carga burocrática.

Como se constata, deixou de fora o 75/2008, mais conhecido pelo decreto da gestão ou dos directores, o que significa que para MFL e para o PSD este modelo é para manter.

Tal facto não deixa de constituir uma enorme incongruência, na medida que todo o edifício jurídico construído pelo PS obedece a uma lógica de centralização burocrática e de controlo hierárquico rigoroso, que começa exactamente no 75/2008 e do qual o ECD é apenas um pilar, que contém no seu seio o modelo de ADD.

Das duas uma, ou MFL quer mudar tudo e não pode deixar de fora o decreto da gestão, ou este anúncio não passa de propaganda eleitoral, e o que MFL vai mudar no ECD e na ADD serão apenas os aspectos superficiais, não indo ao fundo da questão, que é valorizar o profissionalismo docente e devolver a dignidade profissional aos professores, ao serviço de uma escola para tod@s.

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