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Parece consensual a ideia de que os “dias negros”  da Educação, para onde o governo de Pinto de Sousa empurrou a Escola Pública, chegarão ao fim lá para meados de Outubro, com a constituição de um novo governo e de uma nova equipa para a educação.

Infelizmente, atirar a equipa liderada por MLR/PS para o caixote do lixo da história não significa a redenção completa e imediata da Escola Pública e, muito menos, a garantia da regeneração de um modelo educativo que sirva tod@s @s portugueses e promova um país mais desenvolvido e mais justo para quem aqui vive e trabalha. Apenas cria algumas condições para retomar esse caminho.

Desse modo é importante começar, desde já, a pensar que futuro queremos para a escola dos nosso filhos e netos.

Não será drama nenhum constatarmos que sobre esse futuro haverá forçosamente divisões. O que nos uniu contra o absurdo das políticas de MLR foi a certeza de que este governo, que agora se fina, não tinha como prioridade a defesa da educação e da escola de qualidade para tod@s. Sabíamos que tudo se resumia à obsessão com as contas públicas e com um ataque despudoradamente eleitoralista contra uma classe muito qualificada e socialmente muito respeitada.

Mas estar contra um inimigo poderoso e impiedoso permite atenuar diferenças até ao momento da aniquilação dessa ameaça. A partir do momento em que se torna necessário construir novos projectos, as diferenças antes atenuadas passarão a surgir naturalmente e cada um defenderá as suas opções com o máximo de convicção.  Não adianta acreditar em falsos unanimismos, que apenas sobrevivem com base na anulação de vontades, em favor da vontade de um qualquer ditador de ocasião.

A luta e a unidade dos professores ao longo dos últimos quatro anos, que foi possível forjar e manter apesar do ataque feroz que foi lançado pelo governo de Pinto de Sousa e por todas as forças conservadoras que o apoiaram, qual novo Sebastião redentor, constituem um património que não deve ser desbaratado em favor de alinhamentos partidários.

Claro que sabemos que em 27 de Setembro cada professor terá que fazer uma opção e colocar (ou não) uma cruzinha num boletim de voto. Essa opção traduzirá o apoio inequívoco a um partido e ao respectivo projecto para a educação (caso o tenha, independentemente do que esteja escrito no seu programa eleitoral). Os portugueses, e os professores como classe qualificada e socialmente comprometida, têm consciência de que entre os programas eleitorais e as práticas governativas há muitas vezes anos-luz de diferenças.

Estamos em “pré-campanha” para as eleições gerais para a Assembleia da República. No dia 27 de Setembro vamos eleger os deputados, que constituindo as maiorias possíveis no seio da Assembleia determinarão a escolha do futuro governo.

Talvez seja acertado utilizarmos estes meses que faltam, para exercer o nosso direito/dever cívico de votar, para encontrar respostas a algumas perguntas sobre a Escola Pública que queremos. Com o objectivo de ajudar a sistematizar um “questionário” possível, vou socorrer-me de Fançois Bégaudeau e do seu romance «Entre les Murs», que foi adaptado ao cinema e cuja leitura aconselho vivamente a todos os professores e educadores:

1. Quais são os valores da escola republicana e como proceder para que a sociedade os reconheça?
2. Quais devem ser os deveres da escola, na hora da Europa e nas próximas décadas.
3. Para que tipo de igualdade na escola devemos tender?
4. Devemos dividir de modo diferente a educação entre juventude e idade adulta, e envolver mais o mundo do trabalho?
5. Que base comum de conhecimentos, de competências e de regras de comportamento devem os alunos dominar prioritariamente no termo de cada etapa da escolaridade obrigatória?
6. Como deve a escola adaptar-se à diversidade dos alunos?
7. Como melhorar o reconhecimento e a organização da via profissional?
8. Como motivar e levar os alunos a estudar de forma eficaz?
9. Quais devem ser as funções e as modalidades da avaliação dos alunos, da classificação e dos exames?
10. Como organizar e melhorar a orientação dos alunos?
11.Como preparar e organizar o acesso ao ensino superior?
12. Como podem os pais e os parceiros exteriores à escola favorecer o sucesso escolar dos alunos?
13. Como lidar com os alunos em grande dificuldade?
14. Como escolarizar os alunos deficientes ou atingidos por doença grave?
15. Como lutar eficazmente contra a violência e a falta de civismo?
16. Que relações estabelecer entre os membros da comunidade educativa, em particular entre pais e professores e entre professores e alunos?
17. Como melhorar a qualidade de vida dos alunos na escola?
18. Em matéria de educação, como definir e repartir os papéis e as responsabilidades respectivas do Estado e das colectividades territoriais?
19. É preciso dar mais autonomia aos estabelecimentos e acompanhá-la por uma avaliação?
20. Como deve a escola utilizar o melhor possível os meios de que dispõe?
21. É preciso redefinir as funções da escola?
22. Como formar, recrutar, avaliar os professores e organizar melhor a sua carreira?
1. Quais são os valores da escola republicana e como proceder para que a sociedade os reconheça?
2. Quais devem ser os deveres da escola, na hora da Europa e nas próximas décadas.
3. Para que tipo de igualdade na escola devemos tender?
4. Devemos dividir de modo diferente a educação entre juventude e idade adulta, e envolver mais o mundo do trabalho?
5. Que base comum de conhecimentos, de competências e de regras de comportamento devem os alunos dominar prioritariamente no termo de cada etapa da escolaridade obrigatória?
6. Como deve a escola adaptar-se à diversidade dos alunos?
7. Como melhorar o reconhecimento e a organização da via profissional?
8. Como motivar e levar os alunos a estudar de forma eficaz?
9. Quais devem ser as funções e as modalidades da avaliação dos alunos, da classificação e dos exames?
10. Como organizar e melhorar a orientação dos alunos?
11.Como preparar e organizar o acesso ao ensino superior?
12. Como podem os pais e os parceiros exteriores à escola favorecer o sucesso escolar dos alunos?
13. Como lidar com os alunos em grande dificuldade?
14. Como escolarizar os alunos deficientes ou atingidos por doença grave?
15. Como lutar eficazmente contra a violência e a falta de civismo?
16. Que relações estabelecer entre os membros da comunidade educativa, em particular entre pais e professores e entre professores e alunos?
17. Como melhorar a qualidade de vida dos alunos na escola?
18. Em matéria de educação, como definir e repartir os papéis e as responsabilidades respectivas do Estado e das colectividades territoriais?
19. É preciso dar mais autonomia aos estabelecimentos e acompanhá-la por uma avaliação?
20. Como deve a escola utilizar o melhor possível os meios de que dispõe?
21. É preciso redefinir as funções da escola?
22. Como formar, recrutar, avaliar os professores e organizar melhor a sua carreira?
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