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Nos tempos que correm (não é só de agora) há verdades e posições que não se devem tomar, quando se quer ser popular.

Como esse nunca foi um objectivo que norteasse as minhas acções, já estou habituado a ter que aturar as mentiras e aleivosias de quem não gosta do que digo e escrevo.

A última desta acções está expressa no blogue do Paulo Guinote, quando escreve: «A argumentação é simples: já me levaram muito dinheiro, não me levam mais e eu quero aquilo a que tenho direito. A justificar diz que a lei é para cumprir, como qualquer spin-doctor do ME. Tantas palavras só para isto. É o chamado contestatário do papel selado»

Quem me conhece sabe que a afirmação é completamente falsa. Quem não me conhece pode sempre investigar e descobrirá que estou no 10º escalão e no topo da carreira, pelo que não é verdade que me tenham levado muito dinheiro, nem levarão independentemente do que acontecer neste ciclo avaliativo.

Quanto a contestação de papel selado, pareceres jurídicos e outras questões legais, embora nunca a tenha excluído, não sou certamente o perito, nem dou contribuições para peditórios que tentem substituir a contestação política a questões que têm que ser resolvidas no campo da política e na intervenção junto dos partidos, por litigância em tribunais, que pode demorar anos a resolver e não responsabiliza os autores dos erros políticos. Aí, o independente militante não sou eu.