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Estamos em época de balanços.

Final de um ano lectivo combativo e desgastante, em que apesar de todas as contrariedades nós professores soubemos manter viva a força da nossa razão, ao mesmo tempo que salvaguardámos o essencial do bem público educativo, dando o máximo pelos nossos alunos e pela qualidade do nosso trabalho.

Final de uma legislatura em que o PS levou muito mais longe o ataque aos fundamentos da Escola Pública Democrática, do que a direita tradicionalmente representada pelo CDS e pelo PSD alguma vez sonhou ser possível, desde o fim do Estado Novo.

Início de um ciclo de eleições que, podendo mudar a face do país político, só terão efeitos positivos na vida das pessoas concretas se a União Nacional, reconstruída em torno dos partidos do sistema, for obrigada a partilhar o poder e a ouvir os cidadãos.

Para que este país não continue e afundar-se na mediocridade, para que a igualdade de oportunidades entre os cidadãos seja um valor central, para que cada um seja tratado com equidade e respeito, temos todos que nos tornar sujeitos intervenientes e não meros figurantes de uma tragédia quotidianamente anunciada.

É por isso que seja qual for o resultado do ciclo eleitoral que se inicia já no próximo domingo, os Professores Unidos vão continuar a trabalhar em defesa de uma Escola Democrática, de Qualidade e promotora de maior Equidade, porque assente na defesa da Diversidade.

Porque não nos conformamos, não cruzaremos os braços e continuaremos a lutar por um ECD que dignifique a profissão, por uma ADD que promova a reflexão, o cooperativismo docente e a formação em vez da fraude e do individualismo, por um modelo de gestão que não afaste a competência profissional dos centros de decisão e devolva as escolas às comunidades educativas, em vez de as colocar na dependência absoluta dos funcionários políticos do ME.

É por saberem que só fica derrotado quem desiste de lutar que os Professores Unidos apelam a que a resistência se transforme em acção para construir outro futuro.

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