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Manif_30Maio

«Dizer “que importa?” é a porta que abre o caminho à desgraça» (Confúcio)

A luta dos professores por uma escola pública de qualidade para tod@s é, e continuará a ser, uma luta eminentemente política. Reduzi-la a uma dimensão técnica apenas serve os interesses instalados.

Num tempo em que se vão fazer escolhas políticas, com a determinação de quais os partidos que terão legitimidade para decidir o nosso futuro de curto e médio prazo, importa que cada um dos portugueses escolha em plena liberdade e com o máximo de responsabilidade.

É nesse contexto que a manifestação do próximo sábado, dia 30, toma a devida dimensão.

Os professores portugueses não têm que recear a ligação da sua luta ao contexto eleitoral em que o país vive. Nós temos o direito e o dever de expressar a nossa opinião sobre as políticas que cada partido propõe.

E não se diga que estamos em período de campanha para as eleições europeias, e que isso nada tem a ver com os problemas da educação em Portugal. É que praticamente todas as políticas públicas de educação, postas em prática pelos governos portugueses, desde o consulado de Cavaco Silva, passando por Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Pinto de Sousa, foram largamente influenciadas e determinadas pelas instâncias de regulação supranacional – UE, OCDE, ERT – que, apesar de não definirem políticas educativas, influenciam decisivamente as medidas que cada governo põe em prática.

É por isso que no sábado temos que dizer ao próximo governo, e aos deputados que vão ser eleitos para nos representar em Bruxelas, que os professores portugueses sabem por onde vão e, decididamente, não querem ir por onde os últimos governos nos têm levado. Ninguém tem o direito de cruzar os braços e depois queixar-se de que os professores foram derrotados, porque, como nos diz Miguel Angél Santos Guerra:

«La responsabilidad nos hace ver que tenemos que responder por todo aquello que hacemos o dejamos de hacer. Sin excusas. Sin pretextos. Sin demoras. Sin echar la culpa a nadie. “Lo propio de esta época bendita es la despreocupación, el hecho de no tener que responder de nada, puesto que una autoridad tutelar nos cobija bajo su ala y nos protege”, dice Bruckner. La falta de responsabilidad arruina la vida de la persona y de quienes tienen relación con ella

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