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Os resultados conhecidos das eleições para o SPGL confirmam que a lista A, patrocinada pela direcção que dirigiu o sindicato durante o último triénio (e constituída por sindicalistas com dezenas de anos de experiência no SPGL) ganhou as eleições.

A lista B, pela qual fui candidato, emitirá ainda hoje um comunicado em que fará uma primeira leitura dos resultados da campanha, do acto eleitoral e das perspectivas futuras.

Ainda antes de qualquer reunião de análise e discussão crítica do que aconteceu, como aconteceu e do que devemos fazer já a partir da próxima semana, quero aqui deixar algumas ideias pessoais.

  1. Apesar de a lista B ter ficado em segundo lugar, o que corresponde a uma derrota do nosso objectivo principal, deixo aos nossos apoiantes e a todos os que votaram na lista B um pensamento positivo – só fica derrotado quem desiste de lutar – e para os candidatos da lista B não há nenhum motivo para deixarmos de lutar e de colocar em prática muitos dos aspectos centrais do nosso programa;
  2. O sindicato é dos sócios. Evidentemente que as direcções eleitas têm toda a legitimidade para dirigirem a vida da organização e aplicarem os programas que são sufragados. Nesse sentido, a lista A tem a legitimidade e tem a obrigação de aplicar o programa que apresentou aos sócios.
  3. Do mesmo modo, a lista B tem toda a legitimidade para manter uma vigilância crítica da aplicação desse programa, até porque existem diversos pontos em que há sintonia de posições entre os dois programas, pelo menos no plano das declarações de princípios e de intenções;
  4. Um dos aspectos em que todas as listas concorrentes declararam estar de acordo foi quanto à necessidade de alterar os estatutos. Nesse ponto em particular, os candidatos da lista B tudo deverão fazer (usando os instrumentos estatutários aos dispor dos sócios) para promover uma alteração dos estatutos que permita reforçar o papel dos delegados sindicais e dos núcleos sindicais de base;
  5. Penso que este é um projecto essencial para recuperar a capacidade de mobilização dos professores nas escolas, evitando que o SPGL continue a caminhar para a transformação num sindicato de dirigentes. É minha opinião que só com a devolução do poder de decisão aos sócios, que estão nas escolas, será possível inverter a lógica de dessindicalização que tem prevalecido nos últimos anos.
  6. Para mim isso implica a eleição de delegados sindicais em todas as escolas onde haja sócios e um efectivo apoio a esses delegados, independentemente da sua ligação a cada uma das listas concorrentes. Assim, penso que pela parte dos candidatos da lista B deverá haver um empenhamento total nesse movimento de recuperação do papel interventivo dos delegados sindicais e das assembleias de delegados.
  7. Do mesmo modo, julgo que a mobilização para as lutas que continuam no horizonte (ECD, Gestão, ADD, Vinculação/Contratação) tem que continuar, porque é preciso derrotar este governo, mas é também fundamental deixar um sinal claro ao próximo governo, dizendo-lhe que ainda há muitos professores não vendem a sua dignidade profissional por um prato de lentilhas.
  8. Nesse sentido, os candidatos da lista B deverão continuar a trabalhar para garantir a coesão da Fenprof e para criar as condições para que a sua direcção continue a ter o papel de orientação das lutas dos professores nos níveis a que o secretário-geral Mário Nogueira nos habituou.
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