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No campo da educação, que é o que mais me preocupa (e que a maioria dos pouco leitores que por aqui passam conhece melhor), já são bem conhecidas as enormes trapalhadas do governo Pinto de Sousa:

  • a forma de legislar por fax e telefone, ao arrepio da lei e, muitas vezes, atropelando a Constituição da República;
  • os sucessivos anúncios de medidas e inaugurações que se repetem, como se fossem novidade;
  • os negócios pouco claros, como o contrato com João Pedroso (para a compilação da legislação sobre educação) ou com a JP Sá Couto (para a distribuição do “computador português”) às crianças do 1º ciclo;
  • o relatório “tipo OCDE” encomendado a uns “especialistas” pagos pelo ME para aplaudirem as medidas do governo;

Mas também noutros campos as trapalhadas se sucedem.

A que foi tornada pública mais recentemente tem a ver com os “painéis solares portugueses”. Tal como o Magalhães, estes painéis solares são (ou eram até há dias) a menina dos olhos do 1º ministro e do seu ministro da economia. Só que ficou esta semana a saber-se que os painéis solares, em vez de permitirem poupança de energia, fazem disparar o consumo da energia eléctrica aos consumidores. Isto porque afinal não passam de “bombas de calor”, que usam como energia principal a energia eléctrica e não a energia solar. Por esse motivo lhes foi retirada a certificação pela entidade europeia que regula o sector.