Etiquetas

, , ,

Numa iniciativa muito meritória do Ricardo Silva (na sua dupla condição de professor da Escola D. Carlos I e de dirigente da Apede), realizou-se ontem à tarde um debate entre as quatro lista concorrentes às eleições no SPGL, todas representadas ao mais alto nível.

Não tendo a veleidade de fazer uma reportagem jornalística do evento, quero no entanto deixar algumas notas que me parecem de maior destaque.

Devo dizer que o sentimento com que fiquei foi de que quem ganhou com o debate foram, em primeiro lugar, os professores e os sócios do sindicato. Essa foi a ideia que penso poder ser consensual, na medida em que foi de grande utilidade para todos a clarificação de alguns problemas que se colocam aos professores e aos sindicalizados.

Posso dizer que fiquei satisfeito com o que se passou, enquanto candidato de uma das listas, mas isso é um detalhe pouco importante. Fiquei satisfeito com o clima de diálogo democrático entre todas as listas. Fiquei satisfeito por constatar que, apesar de haver profundas diferenças conceptuais, no que se refere ao tipo de sindicato que cada lista defende e às relações entre o sindicato e os professores, parece existir consonância e unidade no que diz respeito à convicção com que lutamos contra o governo Pinto de Sousa.

E acima de tudo fiquei satisfeito por me ter parecido que há consenso entre todas as listas, no sentido de rever profundamente uns estatutos anti-democráticos, que impedem a participação dos sócios e afastam os dirigentes sindicais dos professores.

A cumprir-se esse desiderato, o que certamente acontecerá com a vitória da lista pela qual me candidato, o SPGL voltará a ser um sindicato dos professores que estão nas escolas e os delegados sindicais voltarão a ser o elo fundamental entre os professores e os colegas que temporariamente os representam.

Anúncios