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Durante três dias estive afastado do bulício das notícias, não porque a Bragança não cheguem os jornais, a TV e a Internet, mas porque me desliguei um pouco da voragem noticiosa que nos distrai de outras coisas muito mais interessantes.

Graças a esse “afastamento” só ao de leve tomei conhecimento da brilhante iniciativa da campanha de Vital, que se traduziu em obter para um candidato inexistente as luzes da ribalta que poderão permitir uma esperança de sucesso ao PS lá mais para o final do ano.

É à luz dos acontecimentos do 1º de Maio, e da sua relação com os incidentes na Marinha Grande há mais de 20 anos, que se começa a tornar clara a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista de uma eleições que se vão realizar em Junho.

E a ligação entre a água da Alameda e a bofetada da Marinha Grande, apesar de ser minimizada pelos especialista políticos, pode ser constatada até por alguma coincidência em relação aos acompanhantes de Vital, gente próxima de Mário Soares, como é o caso de Vitor Ramalho.

Francisco Almeida Leite escreve «Mário Soares tem sido, na maior parte dos dias, a voz que se faz ouvir no PS, fazendo de Vital Moreira um mero actor secundário. Há dias em que muitas mentes se podem interrogar sobre quem é, afinal, o cabeça-de-lista do PS: o de 1999 ou o de 2009?», ao mesmo tempo que João Marcelino, no mesmo jornal, nos lembra que «Vital Moreira tem pouco a ver com o PS – e é passado. Os cartazes em que o PS vai buscar o seu legado europeu e “traz” Soares, Guterres e até Sócrates, aí já com mais naturalidade, a lembrar a importância do partido na adesão e no relacionamento com a União Europeia representam também o reconhecimento de que “este” candidato, se assegurou os equilíbrios internos e à esquerda, é no entanto pouco para fazer valer o património europeu do partido».

Curiosamente, numa altura em que todos os estudos de opinião conhecidos apontam para o fim da hegemonia socratista, a opção pela vitimização, pela mediatização de uma alegada violência contra os rostos mais odiados do PS e pela culpabilização do “inimigo comunista”, parece ser o único trunfo de Pinto de Sousa. E de pouco adiantarão os desmentidos, porque o efeito propagandístico pretendido pelos “spins”  já começou a fazer o seu caminho

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