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«O Governo admite prescindir do número limitado de vagas para acesso à categoria de professor titular se os sindicatos puserem fim ao clima de contestação dos últimos tempos, disse hoje o secretário de Estado Jorge Pedreira.»

Há mais de um ano – 8/4/2008 – usei a metáfora que faz o título deste post, tão do agrado dos nossos irmãos brasileiros, a propósito do claro recuo do governo no auge da contestação dos professores.

Continuo a achar não há nada que justifique a aceitação do recuo táctico de Pinto de Sousa e por isso reitero o que na altura escrevi:

 

«Só a unidade sindical, na diversidade dos entendimentos entre todos os professores, pode permitir o derrube das políticas desastrosas do governo Pinto de Sousa.

De resto, se atentarmos na forma errática e até desesperada como MLR e os seus “anjos da guarda” vêm insistindo em defender o indefensável, parece claro que a hora é de manter a pressão alta.

Fazendo uma analogia com o desporto,o que se exige a todos os professores, em particular aos dirigentes sindicais, é o “killer instinct” de que costumava falar Sir Bobby Robson. Esse “espírito assassino”, característica fundamental de qualquer grande campeão em qualquer desporto, não significa que se pretenda humilhar o adversário, mas pelo contrário que se mantenha por qualquer adversário um respeito total (mesmo quando este está quase derrotado), obrigando-o a aceitar a derrota e a capitulação sem subterfúgios.»

É por isso que qualquer tipo de discurso de dirigentes sindicais que passe pela ideia do “sindicalismo responsável”, da “preocupação com a governabilidade”, ou da “preocupação com a crise”, corresponde, na opinião de um professor farto de que o tratem como imbecil e analfabeto funcional, a um balão de oxigénio para que Pinto de Sousa nos continue a humilhar.

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