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Quando ontem ouvia Philippe Meirieu recordar que a “crise da educação” corresponde de facto a uma perda de poder das teocracias, substituídas que foram pelo poder das democracias, estava longe de imaginar que hoje estaria a ler a notícia de que o “poder burocrático” de uma direcção regional de educação se imaginasse investido de um poder sagrado (teocrático), que lhe permitisse impor a realização de uma actividade, cuja existência apenas pode decorrer da decisão autónoma e democrática dos órgãos de gestão pedagógica de uma escola.

Ao impor a concretização de um desfile de carnaval a DREN comporta-se como uma entidade omnipotente, substituindo a hierarquia teocrática pela hierarquia burocrática, tal como Meirieu descreveu magistralmente na sua conferência.

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