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A “estória” que vos trago hoje demonstra à evidência a qualidade dos azininos que dirigem algumas escolas públicas, nos quais a equipa ministerial se apoia para tentar vergar a luta dos professores.

Uma colega contratada que trabalha na minha escola tem mais quatro horas numa outra escola, para completar o horário. Estando de corpo e alma na luta contra as políticas educativas deste governo (em particular contra o ECD e esta ADD) recusou a entrega de OI’s em ambas as escolas.

Hoje veio ter comigo para me mostrar a notificação que recebeu, da parte do PCE da outra escola. Trata-se da prova definitiva da incompetência, do seguidismo e da indigência de alguém que dirige uma escola e que, para grande vergonha minha, ostenta um título profissional igual ao meu – professor.

A notificação é bastante curta, mas ainda assim desastrosa. No primeiro parágrafo informa que a professora não entregou os OI’s até à data prevista no calendário que ele tinha fixado. No segundo informa que, por esse facto, a professora não será avaliada no período de 1/1/2008 a 1/9/2009.

Ao que parece trata-se de um formulário indicado por uma direcção geral do ME, e o bom do PCE tratou de o aplicar de forma acrítica e com uma fidelidade canina. Entretanto esqueceu-se de verificar que a notificação era dirigida a uma professora contratada, que:

  1. apenas presta serviço nessa escola desde setembro de 2008;
  2. no ano lectivo de 2007/2008 (no qual se inclui o período que medeia entre 1/1/2008 e 31/8/2008 ) foi avaliada pelo trabalho realizado noutra escola, por outro PCE e sem ter que entregar OI’s;
  3. no presente ano lectivo tem uma carga horária de apenas 4 horas na escola que ele dirige, tendo uma carga horária várias vezes superior noutra escola da rede pública que ele não dirige;
  4. nem sequer aos “legisladores” da DGRHE passou pela cabeça a ideia de sugerir que um PCE pudesse “apagar” uma avaliação já realizada e homologada por outra escola;

Face a este chorrilho de disparates só apetece dizer a alguns PCE’s como o desta “estória” que deviam ter mais cuidado com os líquidos que ingerem à refeição (ou fora dela). Mas para não baixar o nível, o melhor será seguir a via da reclamação, do recurso hierárquico e dos tribunais (se a administração resolver fazer vista grossa a estes desvarios).

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