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Governo aposta tudo na divisão dos professores

…outras medidas procuram contentar uma parte da classe que nos últimos seis meses mais dores de cabeça tem dado a José Sócrates. O primeiro-ministro não quer, em ano eleitoral, arriscar nova contestação maciça como as registadas nas duas últimas manifestações.

Já toda a gente percebeu, governo incluído, que a guerra que o PS (através da independente MLR) abriu contra os professores e contra a Escola Pública Republicana e Laica já não é contível no plano técnico. O problema é político desde o início, na exacta medida em que as soluções técnicas encontradas pelo ME decorrem de uma opção política, orientada por uma escol(h)a neoliberal na qual navegam todos os partidos do centrão, não só em Portugal, mas nos restantes países europeus.

É por isso que neste momento em que parece que o governo encontrou “a solução” que lhe vai permitir ganhar a guerra, os professores, enquanto gente informada e atenta ao  mundo em vivemos, devem olhar para os exemplos que nos surgem em forma de notícias nos jornais, rádios e televisões, com o máximo de atenção e dispostos a retirar as devidas lições.

E se, por um lado, o que se passa na Grécia nos pode fazer recear tempos perigosos, por outro lado existem soluções alternativas de políticas públicas correctas e a favor das pessoas. O exemplo que nos chega da Alemanha, em que a clarificação imposta por Oskar Lafontaine está já a produzir efeitos na definição de políticas públicas. Mas também em França se começa a fazer o mesmo caminho, que em Portugal deu mais um passo no fim de semana passado na Faculdade de Letras e na aula Magna da Universidade de Lisboa.

Sobre os passos dados em França, no sentido de corrigir as políticas de direita que o PS francês vem praticando (como de resto faz o PS de Pinto de Sousa), a leitura deste post no Sem Muros é elucidativa.

Apesar de tudo, a mensagem é de esperança e serenidade. Até porque a História não acaba amanhã.