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As palavras proferidas pela ministra, ainda a meio da tarde no Porto, caíram mal no meio do protesto e agitaram ainda mais as hostes. Foi lida pelos dirigentes sindicais como uma provocação. “Só há um caminho que é a suspensão e os professores vão usar todas as estratégias para que a avaliação seja suspensa”, reagia João Dias da Silva, da FNE. E se, acrescentava Mário Nogueira inflamando o discurso, “num dia como este, em que os professores estão na rua, a ministra continua a dizer que não queremos ser avaliados, é porque não tem vergonha na cara! E não tem capacidade democrática para entender uma manifestação destas”.

É neste ponto do braço-de-ferro que os sindicatos prometem endurecer a luta que extravasa o modelo de avaliação. Será contra o estatuto da carreira docente, o novo regime de concurso de colocação de professores, o modelo de gestão das escolas e os horários que os professores estão a cumprir.

O primeiro protesto irá já para a rua na última semana do mês, com manifestações distritais: no Norte, a 25; no Centro, a 26; na Grande Lisboa, a 27; e no Sul, a 28. Os professores deixarão de estar representados na comissão paritária de acompanhamento da avaliação, “por ser essa a única posição coerente com o apelo de suspensão”. Serão ainda solicitadas reuniões aos grupos parlamentares e à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência. Os sindicatos pediram ainda aos professores que esclareçam a sua posição perante os pais, com o apoio dos quais esperam contar numa futura marcha.