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O sr. Albino Almeida é o presidente de uma confederação de pais que, desde que MLR chegou ao governo, descobriu um filão de ouro no ataque aos professores.

Este senhor é um verdadeiro “ponta de lança” dos ataques mais sórdidos que o ME faz contra os professores que se opõem às políticas (des)educativas do PS, produzindo algumas afirmações que, de tão maldosas e lamentáveis, nem podem ser produzidas pelas própria equipa ministerial, sob pena de descredibilização total.

Desta vez o senhor ultrapassou os limites da sensatez. Com a acusação que faz aos conselhos executivos, dizendo: «‘Os alunos têm razão, mas não para fazer greve. Estão a ser manipulados pelos Conselhos Executivos, para criar um ambiente propício às manifestações dos professores. É lamentável a cortina de fumo que está por trás dessa manifestação, que se trata de um grande embuste’», Albino Almeida atira-se aos lídimos representantes da ministra (e das suas políticas) nas escolas.

Se ainda há alguém que mantém o monstro da avaliação ligado à máquina, apesar do coma profundo em que já vegeta, são exactamente os conselhos executivos. Nuns casos por puro oportunismo e/ou convicção pêéssiana, noutros apenas por medo das consequências (de resto previstas na lei) em caso de incumprimento do DR 2/2008.

Não sou membro de nenhum conselho executivo. Sou até muito crítico da excessiva colagem às teses da administração, que a esmagadora maioria dos conselhos executivos faz, a maior parte das vezes esquecendo as suas origens enquanto professores. No entanto, pela ofensa clara  e pela insinuação torpe que constitui a afirmação do sr. AA, penso que haverá, espelhados pelo país, alguns conselhos executivos com coragem e dignidade suficientes para obrigar este senhor a provar, nas instâncias judiciais, as palavras que proferiu. Claro que até existe um órgão com legitimidade para essa acção: o Conselho de Escolas, eleito por todos os PCE’s do país para os representar. No entanto tenho legítimas dúvidas que estes senhores sejam capazes de colocar o sr. AA no seu devido lugar.