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No dia 9 de Março escrevi um post com o título Segunda-feira é dia de continuar a luta, em que entre outras coisas afirmava:

Ontem aconteceu a festa da democracia com 100 mil professores nas ruas da capital e o país a assistir, nuns casos estupefacto e aterrorizado, noutros contente porque começa a ver a luz ao fundo do túnel e a acreditar que é possível remover “Pinto de Sousa e sus muchachos” do poder.

No entanto, amanhã é dia de trabalho e os professores mostrarão nas suas escolas, frente a frente e olhos nos olhos com os seus alunos, que são profissionais responsáveis e dedicados à tarefa que lhes está cometida.

Mas também é dia de continuar a luta contra as políticas educativas erradas deste governo e contra o sitema ”Português Suave” que está instalado em muitas escolas e que tem como principais mentores os seus PCE’s, PCP’s e PAE’s.

Independentemente do que venha a acontecer no dia 8 de Novembro(com a repetição de uma manifestação gigantesca, ou não), no dia 11 a luta continuará. E só poderemos aspirar ao sucesso se, em cada escola, todos nos unirmos contra todas as políticas iníquas deste governo, no campo da educação.

Não vão ser as direcções sindicais, e muito menos os editores de blogues, ou os “presidentes” dos “movimentos independentes” que vão paralizar a classificação de serviço (travestida de avaliação de desempenho). Do mesmo modo que só por acção dos professores no terreno será possível combater os desvarios de alguns novos reitores, que se perfilam à sombra da nomeção para director prevista no 75/2008.

Agora não tenhamos dúvidas. Sem um fortalecimento das nossas estruturas representativas (em torno da Plataforma Sindical de Docentes) não teremos hipótese de sucesso nessa resistência em cada escola. O isolamento apenas serve os interesses do nosso patrão, e quem vos disser o contrário, ou é tolo, ou está a soldo de interesses pouco claros.