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No dia 21 escrevi uma entrada neste blogue em que tentava explicar porque motivo haverá duas manifestações de professores a 8 e a 15 de Novembro.

Alguns colegas, com quem mantenho um contacto mais regular, acharam que estava a ser demasiado pessimista e, sobretudo, que não detinha a informação suficiente sobre o assunto, até por desconhecer os esforços que estavam a ser feitos, para criar as condições geradoras da unidade.

Dois dias depois recebi, primeiro por email e depois em telefonema atencioso do Ricardo Silva, a informação que está disponível aqui.

Achei que era uma iniciativa com algum mérito, mas não fiquei particularmente convencido da sua eficácia, até porque os pressupostos em que assenta a minha análise continuaram e continuam válidos:

«Do lado da plataforma o equilibrio para manter a unidade sobrepõe-se ao eventual desejo que alguém tivesse de recuar… Do lado dos movimentos, mesmo que houvesse um genuíno desejo dos dirigentes da Apede, do Mup e do ProMova se entenderem com a plataforma, no dia em que isso acontecesse passariam a ter o mesmo tratamento de traidores por parte dos seus apoiantes blogosféricos . Por isso nada podem fazer também no sentido de promover a unidade necessária.» foi o que escrevi na altura e que continuo a pensar.

Passados mais alguns dias o meu cepticismo só tem razão para aumentar. Ainda ontem de manhã, ao ler a entrada «, uma sensação de que já tinha visto o filme todo me assaltou.

De facto, bastou esperar mais algumas horas e a previsão (se fosse tão fácil acertar no €milhões, não estaria aqui a escrever este post) começou a concretizar-se.

Os termos em que estão redigidos, tanto este comunicado, como este outro, não parecem ser de molde a serenar os ânimos, como se pode constatar pelas leitura dos comentários que estão disponíveis aqui e aqui.

Se a tudo isto juntarmos mais isto, então o quadro parece ficar completo, e os professores terão que escolher claramente se querem ter como interlocutores do ministério a Plataforma Sindical (de quem todos conhecemos as virtudes e os defeitos), ou se preferem ser representados por algo de inorgânico, que embora aparentemente surja com imenso dinamismo, apresenta um grau de fluídez que impede a responsabilização individual por actos eventualmente lesivos da classe.

Seja como for, este primeiro round já tem vencedor assegurado – o governo e os inefáveis inquilinos da 5 de Outubro.