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Nos últimos dias começa a ficar claro que ninguém vai desmarcar as manifestações de dia 8 e de dia 15, contra as políticas educativas neo-liberais do governo PS.

Assim sendo, uma vez que serão poucos os que terão condições para estar presentes nas duas, convém estabelecer um critério que permita seleccionar a manifestação que se adequa melhor aos objectivos de cada professor. A partir dessa definição, cada um terá que assumir as suas responsabilidades e, no final, fazer uma avaliação ponderada e criteriosa dos ganhos e perdas obtidas.

É tendo em atenção a necessidade de definir os objectivos de cada professor que proponho estas duas hipóteses de reflexão:

Se deseja ser representado por uma estrutura forte, experimentada, com um passado de luta que se traduziu em algumas derrotas, mas também em muitas e significativas conquistas para a escola pública e para os professores; se quer que os seus representantes legais cheguem à mesa de negociações com força e poder para forçar as alterações que são fundamentais para que a escola e os professores cumpram a sua missão, então a manifestação em que tem que estar presente é no dia 8 de Novembro, e tem que chegar a tempo de participar no plenário que antecede a marcha até ao ministério.

Mas, se prefere ser representado por quem não sabe muito bem quem é, se acha que mais importante do que vergar o ministério é “dar uma lição aos dirigentes sindicais”, se está convicto de que é preferível aguentar as “neo-liberalidades do bloco central e da comunidade europeia, do que sujeitar-se a apoiar “comunistas perigosos e interesseiros”, então o seu lugar é sem dúvida na manifestação de dia 15, até à Assembleia da República.

Por mim, o meu adversário é o ministério da educação e o governo socialista que aplica medidas neo-liberais, que visam destruir a escola pública democrática e para tod@s. Por isso vou participar no plenário e na manifestação do dia 8 de Novembro!