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Ele às vezes há cada coincidência…

Sei que algumas das pessoas, que nas Caldas da Rainha propuseram a data de 15 de Novembro para a manifestação em Lisboa, não têm nada a ver com o governo e com o PS. Acredito que o fizerem com toda a ingenuidade, boa-vontade e voluntarismo, como é apanágio das almas generosas.

Mas que há quem esfregue as mãos de contente, como há vários dias venho afirmando, lá isso há.

É o que se pode constatar ao ler este pedaço de prosa:

«uma coisa é certa: a partir de 15 de Novembro  os Professores iniciaram  a ruptura com o sindicalismo comunista e partidário, abrindo caminho à criação efectiva de uma Ordem.»

ou este naco aqui:

«Dizem as “más” línguas que a Fenprof anda a espalhar a ideia que a manifestação dos professores ressabiados e receosos de serem avaliados, marcada para 15 de Novembro, é obra do Ministério da Educação e de Sócrates, mas não diz que a manifestação marcada para 8 de Novembro dos outros professores ressabiados e famílias, é obra do PCP…»

ou esta peça de fino recorte literário, escrita por um purista da língua portuguesa:

«A manifestação do dia 15 de Novembro, apelidada de divisionista, é uma consequência natural de uma classe que nunca primou pela união, prova é, são que as múltiplas organizações sócio-profissionais e sindicais, existentes na classe docente!»