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Acho lamentável, mas a vida é feita de coisas que nos desagradam.

A existência de duas manifestações de professores no dia 8 e 15 de Novembro até poderia ser uma coisa boa. Infelizmente, assentando nos pressuposto em que assentam, penso que os professores têm mais a perder do que a ganhar com a situação.

Não vale a pena discutir mais a legitimidade das convocatórias. De pouco interessa saber quem divide quem e quais os motivos da divisão.

Nos últimos dias circularam diversos apelos, tanto aos movimentos como à plataforma sindical, para que se chegasse a um acordo e se fizesse uma única e grandiosa manifestação. Foram e são em vão esses apelos, e isso acontece porque os dirigentes de um e outro lado estão presos às suas próprias teias.

Do lado da plataforma o equilibrio para manter a unidade sobrepõe-se ao eventual desejo que alguém tivesse de recuar. As diatribes que alguns (muitos) professores cibernautas foram produzindo, com o seu discurso marcadamente anti-sindical (antes e depois da marcação das manifestações), deixa pouca ou nenhuma margem para que os dirigentes sindicais se juntem a quem os maltrata publicamente.

Do lado dos movimentos, a fragilidade dos dirigentes (mesmo que não gostem do título, para todos os efeitos há rostos que dirigem a contestação ao governo e aos sindicatos) impede-os de se aproximarem das posições da plataforma. Mesmo que houvesse um genuíno desejo dos dirigentes da Apede, do Mup e do ProMova se entenderem com a plataforma, no dia em que isso acontecesse passariam a ter o mesmo tratamento de traidores por parte dos seus apoiantes blogosféricos. Por isso nada podem fazer também no sentido de promover a unidade necessária.