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PROFESSORES AINDA DE LUTO E EM LUTA

 LISBOA

 15/11

 Nos últimos tempos têm-se multiplicado apelos para que os professores voltem a manifestar na rua o seu descontentamento.

Desde os blogues – Moriae, Ilídio TrindadeRamiro Marques, Paulo Guinote, Paulo Prudêncio, Miguel Pinto, passando por alguns movimentos autónomos como o Promova, até aos sindicatos, como se pode subentender da declaração de Mário Nogueira, muitas são as vozes que se juntam neste retomar do protesto visível e audível.

Na verdade este terá que ser o corolário de uma luta e de uma resistência nunca abandonada por muitos professores, apesar do desânimo e do colaboracionismo a que se vai assistindo nas escolas.

E se o ministério e o governo imaginavam que tinham vencido a luta dos professores, porque pensavam que lhes bastava controlar PCE’s e colaboradores mais chegados, a manifestação que se prepara (15/11 ou outra data qualquer) demonstrará que os professores não reconhecem a legitimidade do poder desses PCE’s, e não lhes reconhecem autoridade para continuar a governar as escolas contra a classe docente.

Nas próximas idas para a rua os professores deverão marchar contra a ministra e o governo, mas também contra os PCE’s que já se comportam como directores/ditadores. Como muito bem diz uma professora num mail que me chegou:

«Em frente para a manisfestação como UMA das muitas medidas a avançar. Com sindicatos, com associações, com alunos, com pais, com todos que nos apoiem. Mas não é para parar por aí. E antes das manifestações vamos dar a cara a esta luta. Vencer os medos. Há dias numa escola alguém sugeriu uma manifestação dentro da escola. Para quê ir para a 5 de Outubro, se temos o ministério dentro da escola?”»