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Usei umas quantas horas da minha tarde de sábado para reflectir com umas dezenas de pessoas sobre a Escola Pública em defesa da Igualdade e da Democracia.

Tal como em mais algumas iniciativas deste movimento, pareceu-me tratar-se de um espaço de reflexão aberta em que, apesar de haver um conjunto significativo de activistas (ou ex-activistas) políticos e sindicais, existe um espaço genuíno de participação, independente de cores partidárias. E onde cada um dos presentes tem tido (pelo menos nas iniciativas a que assisti) a possibilidade de expressar livremente os seus pontos de vista, por mais heterodoxos que possam ser e parecer.

Um dos tópicos aflorados foi o da necessidade de uma reflexão sobre a profissionalidade docente e sobre o(s) modelo(s) de escola e de professor para que nos convoca o ECD, o modelo de gestão das escolas e o modelo de avaliação de desempenho docente.

Sobre o assunto houve algumas intervenções com as quais me identifico mas, exactamente porque naquele espaço não foi imposto um pensamento único, também houve intervenções que me chocaram. Nomeadamente a de uma professora de Filosofia que acha que os professores, para serem profissionais, só devem ensinar e não têm que educar. Para as pessoas que pensam desta forma (e estavam na sala mais umas quantas), a escola é um local de instrução e o papel do professor esgota-se na transmissão do conhecimento e da ciência, cabendo à família o papel de educar, isto é, transmitir os valores e princípios consensualmente aceites pela sociedade (como se esse “consenso” não fosse uma imposição das classes social e economicamente dominantes).

Por mim prefiro seguir o exemplo que o JMA nos indica, em forma de pequena história, mas com uma beleza singular: Há professores educadores…