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Percebo que a Ana Henriques (admito que seja tão professora como eu) queira centrar o seu debate na actuação dos sindicatos.

Se eu também considerasse que não existe alternativa ao centrão que governa este país (ao serviço da nova economia capitalista, desde os idos de 80 do séc. XX), estaria em total acordo com a perspectiva desta “colega”. Acontece que não me situo no campo do neolibelarismo, nem no campo do neoconservadorismo. Assim sendo, penso que os caminhos que os professores têm que  trilhar não estão circunscritos aos paradigmas vigentes, existindo possibilidades de intervenção que ultrapassam as formas tradicionais de acção sindical.

É por isso que penso que a regulação local e a regulação sócio-comunitária podem constituir uma forma de responder aos desafios que se colocam à escola pública que defendo, por oposição aos modelos de regulação centralmente impostos pelos governos que estão ao serviço do capital e das instâncias de regulação global.