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O Ramiro Marques propõem-nos uma reflexão sobre o modelo de avaliação do desempenho docente, alertando para a necessidade de os professores apresentarem uma proposta alternativa ao modelo burocrático que o ministério nos quer impor.

Nesse sentido acabou de postar no seu blogue um conjunto de links que nos remetem para o que ele considera serem os posts mais relevantes sobre a avaliação de desempenho.

Trata-se, sem dúvida, de uma iniciativa muito meritória, até pela necessidade de relembrar a todos que Setembro está aí à porta e não se pode baixar a guarda contra as arremetidas do ministério e das suas guardas avançadas – os PCE’s modernaços e os avaliadores que querem cair nas boas graças dos modernaços.

Porque concordo em absoluto com a iniciativa, tentarei dar um modesto contributo para animar o debate proposto.

Relativamente às considerações feitas sobre as declarações de Mário Nogueira a minha concordância com Ramiro Marques é total, pois sempre defendi a necessidade de desmontar a acusação de que os professores não eram, nem queriam ser avaliados. Da mesma forma que, a outro nível, também defendi a necessidade de exigirmos condições de trabalho que permitissem cumprir a totalidade do horário (componente lectiva + componente não lectiva = 35 horas) no interior das escolas.

Quanto às bases para uma avaliação de desempenho que Ramiro Marques propõe aqui e aqui, em próximos posts tentarei mostrar as minhas concordâncias e discordâncias, respondendo dessa forma ao repto lançado e procurando alargar a discussão.