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Inquérito promovido pela EPIS  revela que alunos são “carentes de tempo”

A carência de tempo ou atenção é expressa pelos alunos no inquérito feito pela EPIS. A absoluta convicção do amor dos pais é abalada por 9% dos alunos de risco e 2% dos sem risco que dizem só sentir “às vezes” que a família gosta deles.

No entanto, é nas respostas sobre o tempo que passam juntos e ou a ajuda que recebem da família quando têm um problema que os alunos mais revelam as suas carências: 29% dos alunos com risco dizem que só “às vezes” ficam satisfeitos com o tempo que passam com os pais e 4% “nunca” ficam satisfeitos. Entre os alunos sem risco, esse nível de insatisfação é, respectivamente, de 26 e 1%.

É de pasmar! Há anos que qualquer profissional ligado à educação sabe que o tempo que as crianças passam com a família, e sobretudo a qualidade desse tempo, tem uma importância decisiva no sucesso escolar.

Agora que uma associação de empresários resolveu “interessar-se” pelo sucesso no ensino básico parece que finalmente se descobriu a pólvora.

Que pena continuarmos a ser “informados” por gente que não sabe que a roda já foi inventada e não vale a pena inventá-la outra vez.