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As notícias vão chegando de muitos lados.

Aos poucos, como de resto era previsível, os adesivos vão-se acomodando, vão adiantando explicações, vão encontrando justificações para a sua demissão e para o seu colaboracionismo.

É dessa maneira que neste final de ano lectivo se vão concretizando as aprovações de alterações a PEE’s e a RI’s, de forma a convencer os resistentes de que não há nada a fazer.

Ao mesmo tempo vão-se concretizando eleições (com maior ou menor legitimidade e garantia de legalidade) dos conselhos gerais provisórios, com vista a entronização dos directores que hão-de vir, apesar de na maior parte dos casos já estarem de facto.

Claro que ainda não chegámos ao fim da História – até mesmo Francis Fukuyama admite não estamos lá.

É por isso que os resistentes – o verdadeiro “maquis” – sabem que a vitória dos amigos da ministra e de Pinto de Sousa é apenas um precalço, numa pequena batalha, na guerra justa por uma Educação Pública ao serviço do desenvolvimento e do futuro das crianças e dos jovens.

O que temos que fazer é resistir, inspirando-nos em exemplos de combatentes pela democracia e pelo direito democrático, contra os conformista que acham que o que é preciso é não fazer ondas.

Temos que lembrar constantemente aos adesivos que o poder e a autoridade só existem, se e quando são legitimados por aqueles sobre quem é exercido esse poder e essa autoridade.

Mesmo nas piores ditaduras – Hitler, Salazar, Franco, Pinochet, Stalin, Mao, e tantos outros – houve sempre gente que, não legitimando esses poderes autocráticos, lançou as bases para que os ditadores caíssem. Do mesmo modo acontecerá com MLR e Pinto de Sousa e todos aqueles que nas escolas se colocam ao seu serviço, legitimando ilegalidades e iniquidades. Têm que saber que nós, os resistentes, não temos memória curta, pelo que mais cedo do que possam imaginar ajustaremos contas.