Fazendo mais um périplo por alguns blogues, da esquerda à direita, desde as visões mais libertárias até às mais castradoras e caceteiras, é possível encontrar verdadeiras pérolas que explicam, não só um certo modo de ser português, mas sobretudo as causas do êxito e aceitação popular dos “líderes fortes” do tipo “grande estadista”, como são os casos de Oliveira Salazar, ou apenas candidatos a um lugar na História como Cavaco Silva ou Pinto de Sousa.

Como brevíssima amostra, sugiro o pequeno exercício de destrinça entre o pensamento de Mário Machaqueiro via Anovis Anophelis:

Os nossos jovenzinhos estão cheios de potencial; as malvadas das “condições sociais” é que os tornaram assim: não uns energúmenos a quem se deve dar um par de tabefes, mas uns coitadinhos que representam a “diversidade social” que a escola deve acolher.

ou de João Gonçalves via Portugal dos Pequeninos:

A “menina dos cinco olhos” ou a velhinha régua nunca fizeram mal a ninguém. Muito menos uma bofetada dada a tempo, para parafrasear o Doutor Salazar.

Será que pensam o mesmo, ou é só uma aproximação de linguagem, sem que disso tenham consciência?