Sou professor do ensino básico e como tal um potencial candidato ao programa e-escola.

Sou também um daqueles professores que a malta nova olha como fazendo já parte do mobiliário da escola. No entanto, não precisei do governo Sócrates e do seu plano tecnológico para ser um utilizador das tecnologias de informação, nomeadamente da Internet portátil.

Como, tanto o governo, como as operadoras que vivem à sombra do guarda-chuva governamental, se fartam de propagandear que todos os professores vão ter acesso a um desconto de 5€/mês no acesso à Internet, contactei o serviço de apoio ao cliente da minha operadora, no sentido de saber qual a forma de rever o actual contrato, para poder usufruir do mesmo desconto que vão usufruir os meus colegas que até hoje viveram fora deste mundo tecnológico a que o governo nos quer conduzir.

Como apesar de tudo sou um ingénuo e continuo a acreditar que as empresas portuguesas já deixaram para trás o espírito de merceeiro, que as leva a querer ganhar tudo sem investir nada, pensei que me seria indicado o procedimento que me permitiria rever o contrato que tenho actualmente, o qual me obriga a pagar 39,99€/mês até terminar o período de fidelização (faltarão três ou quatro meses), substituindo-o por outro que me obrigaria a pagar 34,99€ durante 36 meses.

Para meu espanto, a informação que obtive foi que teria que fazer um segundo contrato e passar a ter duas ligações (mínimo 39,99€+17,50€).

Como é evidente, um merceeiro destes não vai ganhar nem um cêntimo mais com um cliente como eu.
Vou aderir ao programa como todos os meus colegas que ainda nunca ouviram falar da ‘rede’, mas farei a adesão através de outro operador. E no dia em que tiver o novo acesso deixo de pagar ao merceeiro, que se quiser receber os meses em falta do período de fidelização, vai ter que accionar o respectivo processo contencioso, com os custo associados.