Já em posts anteriores fui tentando dar conta dos motivos que me levaram a fazer parte da lista B nas eleições para o SPGL, que vão ter lugar no próximo dia 19 de Maio.
Agora, que o dia da votação se aproxima e que as diferenças entre os actuais dirigentes e a lista que integro vão ficando mais e mais claras, torna-se imprescindível dar a conhecer mais alguns factos (com dados demonstráveis) que justificam, não só a justeza da opção que tomei, como a necessidade imperiosa de alterar as práticas sindicais, que levaram à perda de mais de 4 mil associados do SPGL, durante o último mandato.
O que aconteceu durante o último ano e meio, com o surgimento dos movimentos de professores e de muitos blogues que tomam posição, e dão opinião sobre as políticas educativas, a escola e a vida profissional dos professores, é reflexo de um progressivo afastamento que se verificou entre os dirigentes e as escolas.
E não terá sido por acaso que foi nas áreas de influência do SPGL e do SPN, que se verificou o aumento exponencial deste fenómeno, que acabou por se traduzir em maior afastamento da vida sindical.
Mas se do SPN pouco posso falar, porque não conheço detalhes da sua vida interna, já quanto ao SPGL tenho motivos de sobra para entender porque tanta gente se afastou.
De facto, uma direcção que nem consegue organizar um processo eleitoral de forma a permitir a participação alargada dos sócios, tendo dificuldades em abrir mesas de voto e diminuindo em percentagem significativa o número de assembleias eleitorais, por comparação com as eleições realizadas em 2006, só pode queixar-se de si própria e do distanciamento que criou entre si e os sócios.
Evitar o encerramento de mesas de voto, procurar aumentar a participação dos professores, encontrar as formas mais adequadas que permitam que a voz dos professores se faça ouvir, são alguns dos objectivos imediatos da lista B, que integro, e que me fizeram deixar o conforto de estar em casa, ouvir música tranquilamente, ir ao cinema, ou simplesmente ler.
Sem um sindicato próximo da escola e dos professores não haverá unidade.
Para que quem me lê possa perceber quais os motivos que me levam a combater alguns colegas no interior do sindicato, e como visam alcançar uma unidade maior e mais consistente com os colegas que estão na escola, deixo. o quadro com dados fornecidos pela direcção à comissão eleitoral:
| Mesas Eleitorais | 2006 | 2009 previstas | Não asseguradas | 2009 com supressão |
| Amadora Sintra | 40 | 33 | ||
| Lisboa Cidade | 80 | 57 | ||
| Loures Odivelas | 29 | 28 | ||
| Cascais Oeiras | 24 | 19 | ||
| VFX Azambuja | 22 | 16 | ||
| DIR. REG. LISBOA | 195 | 153 | 60 | 93 |
| Alenquer | 6 | 6 | ||
| Caldas da Rainha | 19 | 15 | ||
| Mafra | 6 | 6 | ||
| Torres Vedras | 15 | 13 | ||
| DIR. REG. OESTE | 46 | 40 | 16 | 24 |
| Abrantes | 9 | 8 | ||
| Santarém | 16 | 16 | ||
| Santarém Sul | 9 | 3 | ||
| Santarém Oeste | 3 | 6 | ||
| Tomar | 12 | 10 | ||
| Torres Novas | 11 | 9 | ||
| DIR. REG. SANTARÉM | 60 | 52 | 28 | 24 |
| Almada Seixal | 47 | 37 | ||
| Barreiro | 38 | 29 | ||
| Setúbal | 25 | 18 | ||
| Sul Setúbal | 9 | 12 | ||
| DIR. REG. SETÚBAL | 119 | 96 | 13 | 83 |
| TOTAIS | 420 | 341 | 117 | 224 |
Caro Francisco,
tenho desenvolvido uma campanha eleitoral defendendo os valores em que acredito e a lista A, da qual faço parte, com espírito democrático, dignidade e honestidade. Nunca me refiro a nenhuma outra lista e saúdo sempre o facto de haver várias (4).
Reservo-me, contudo, o direito de fazer desmentidos em relação a incorrecções e/ou falsidades que possam surgir. É nessa linha que faço este comentário: para corrigir uma série de aspectos que, por lapso ou propositadamente, não referiste.
a) Disseste, há uns tempos, que neste blogue não se faria campanha. Faz com o blogue o que quiseres, ele é teu, mas este post que agora publicaste é campanha e não é séria. Atenção, eu não disse que tu não eras sério. Disse que estás a fazer campanha que não é séria.
b) O SPGL é o sindicato da FENPROF com mais associados e menos dessindicalização. Por exemplo, o SPRC (que costumas venerar) tem bem mais, como tem mais o SPN. É, além do mais, um sindicato com uma situação financeira estável.
c) Omites, vá-se lá saber porquê, algo que ainda há bem pouco tempo usaste como arma de crítica (e muito bem!) contra ME: o facto de só entre Março de 2008 e Março de 2009 ter havido 5000 aposentações. Sendo o SPGL o sindicato com mais associados foi o que mais sofreu com essa “migração”. Bem sei, não interessava lembrar. Mas eu lembro.
d) Dizes, erradamente, que houve 4000 dessindicalizações quando sabes muito bem que, desses 4000 eleitores a menos, muitos têm a situação da quotização por regularizar, alguns até por dificuldades financeiras, mas não se dessindicalizaram.
e) Nas tuas intervenções acerca deste assunto em vez de apresentares as linhas programáticas da tua lista, limitas-te, genericamente, a DIZER MAL DA LISTA A. Será que não tens nada de positivo a dizer da lista B a não ser o que encontras de negativo nos teus adversários?
f) Dizes que a direcção fechou mesas mas não esclareceste os teus eleitores informando que a tua lista foi convidada a indicar elementos para as mesas e não o fez, mesmo em algumas escolas onde tem candidatos (não me refiro a Santarém: já lá vamos).
g) Não disseste, também, que isso é uma estratégia da lista B para, no dia das eleições, em vez de estar a trabalhar nas mesas, andar de escola em escola a “fiscalizar” as mesas.
h) O quadro que aqui apresentas e imputas à direcção (mas não é!) está errado. Eu sou o coordenador da Direcçaõ Regional de Santarém e posso garantir-te que:
I) Das 52 mesas que propusémos, vão funcionar 52, ou seja, TODAS.
II) As oito que foram suprimidas em relação a 2006, têm a ver com questões práticas como, por exemplo, escolas que eram “não agrupadas” e agora constituem agrupamento.
III) Eu convidei, democraticamente e como entendo que está certo, a tua lista a indicar elementos para as mesas e foram-me indicados 6 elementos de um total de mais de 160. Indicaram os que quiseram e entenderam.
IV) Eu disponibilizei, democraticamente e como entendo que está certo, as instalações de toda a Direcção Regional para que a tua lista pudesse reunir e/ou trabalhar.
V) Não referiste que existe entre os candidatos à coordenação da D. R. de Santarém uma relação de respeito e cordialidade como não podia deixar de ser entre profissionais da mesma área: a da educação.
i) O clima de crispação que tentas criar com estes posts, na maior parte das zonas sindicais não existe, pelo que não entendo porque o generalizas. Há, de facto, diferenças e competição, mas não tem havido agressividade desnecessária nem manipulações conspiratórias, ou, como está na moda dizer-se, “campanhas negras” contra a lista B, pelo que pergunto: “a quem aproveita um tal clima?”
j) Tentas imputar à actual direcção um mau trabalho responsabilizando-a pelo abandono dos associados, deixa-me perguntar-te:
I) Qual foi o Sindicato que colocou 50% dos manifestantes nas manifestações de Março e Novembro de 2008?
II) Qual foi a cidade, e por que sindicato da FENPROF é acompanhada, onde aconteceu a maior das manifestações regionais de Novembro de 2008?
III) Qual foi o sindicato onde nasceu a ideia tão bem aceite pelos professores na semana da consulta do “livro negro das políticas educativas”?
IV) Qual foi o sindicato que sugeriu o cordão humano?
V) Qual foi o sindicato onde nasceu e se produziu o modelo de avaliação de desempenho docente que a FENPROF apresentou como alternativa ao do ME e tão positivo acolhimento teve junto da OCDE?
VI) Qual foi o sindicato que conseguiu para a FENPROF um importante protocolo com a Universidade Aberta para realização de profissionalização?
VII) Qual é o sindicato que constitui o maior suporte jurídico e logístico da FENPROF?
VIII) Tu, ou alguém da tua lista, imagina, sequer, a FENPROF sem o SPGL e o seu dinâmico e indispensável contributo em todos os sectores da Federação?
Francisco, eu sei que temos de fazer campanha. Eu sei que todos queremos ganhar. Eu sei que cada um de nós acredita nos seus projectos. Mas, sejamos sérios, porque somos sérios, porque somos professores, porque temos de constituir um exemplo de cidadania e civilidade.
Desejo-te, sinceramente, uma boa campanha e, caso ganhes as eleições, desejo-te, desde já, um bom trabalho. Mas não vais ganhar! E se ganhares, cá estarei para felicitar-te…
Um abraço.
João Paulo Videira
Dificilmente se conseguiriam condensar num só texto tantas inverdades como no comentário do João Paulo Videira. Aos factos apresentados pelo Francisco Santos, responde com insinuações e perguntas retóricas, por entre auto-elogios sem qualquer base de sustentação. E no fim, pasme-se, ainda se permite fazer considerações sobre “falta de seriedade”. Como apoiante da Lista B e agora mais convicto, tenho verificado que nunca é feita nenhuma afirmação que não possa ser provada ou demonstrada. Já em relação à Lista A, observo o recurso a práticas menos correctas que, suponho, o João Paulo não deixará de condenar.
Responda, se quiser, com um simples sim ou não, ou com comentários a estas três perguntas (não-retóricas):
- Aprova a distribuição feita por dirigentes do SGPL, candidatos da Lista A, de uma tarjeta anónima na manifestação do 1º de Maio?
- Aprova a divulgação de matérias ainda confidenciais no seio do secretariado da Fenprof, ou da direcção do SPGL, por parte de candidatos da Lista A para serem simpáticos com os movimentos?
- Aprova a campanha de anti-comunismo primário que está ser feita no blogue Bilros e Berloques da sua companheira de Lista Isabel Pires?
Mais uma questão para o João Paulo Videira.
Responda, se puder:
Pedro Damião, candidato da Lista A à Dir. zona Torres Vedras foi eleito Director da Escola Dr. João das Regras, derrotando o candidato José Nuno Leitão, actual presidente do Conselho Fiscal do SPGL e que se recandidata pela Lista A ao mesmo cargo.
É assim que estão já a “cumprir” o programa eleitoral quando dizem que vão combater a figura do Director?
João Paulo,
Vou tentar responder, o melhor que puder e souber, aos pontos que colocas e para os quais a minha resposta possa servir:
a) Tens razão. Este post é campanha.
Não tens razão, porque estes dados foram-nos fornecidos pelo departamento responsável pela organização do acto eleitoral.
Se existem dados incorrectos, ficam a dever-se a informações incorrectas que foram fornecidas à nossa lista, por quem tinha a obrigação de dar informações correctas.
b) Nunca contestei que o SPGL seja o sindicato com maior número de sócios. Quanto ao facto de os outros terem menos, ou de haver sindicatos ainda com mais dessindicalizações, isso não resolve o facto de entre 2006 e 2009 se terem perdido cerca de 4000 eleitores. Para confirmar esta afirmação basta confrontar os cadernos eleitorais de então com os de agora.
Acresce que, tendo tu acesso a informação que eu não tenho, seria interessante que publicasses os quadros comparativos de dessindicalizações nos três sindicatos que referiste.
c) Quanto à questão das aposentações não me parece ser um argumento suficientemente válido, até porque tanto na nossa lista, como na lista da direcção, figuram diversos candidatos aposentados, o que por si só inutiliza a relação causa-efeito que insinuas. (vidé o caso do actual vice-presidente Óscar Soares, que ainda na sexta-feira passada acompanhou o candidato Vital na sua excursão pela Rua da Palma, conforme consta de comunicado emitido pela direcção do SPGL)
d) Sobre a situação dos precários não posso pronunciar-me, porque não conheço suficientemente o problema. O que te posso dizer é que sou subscritor da lista D, não só por saber que agregava muitos colegas em situação de precaridade, mas porque acho imprescindível a participação de todos no debate e na vida sindical.
e) Aqui remeto-te, por exemplo, para o que está escrito mais acima neste mesmo post: «Evitar o encerramento de mesas de voto, procurar aumentar a participação dos professores, encontrar as formas mais adequadas que permitam que a voz dos professores se faça ouvir, são alguns dos objectivos imediatos da lista B, que integro, e que me fizeram deixar o conforto de estar em casa, ouvir música tranquilamente, ir ao cinema, ou simplesmente ler.
Sem um sindicato próximo da escola e dos professores não haverá unidade.»
Quero no entanto deixar claro que conheço os limites deste espaço, e não tenho a veleidade de imaginar que os sócios do SPGL viriam ao (Re)Flexões para se inteirarem do programa eleitoral da Lista B (o meu umbigo narcísico não chega tão longe).
f) Não pertenço à comissão eleitoral, mas o que conheço das actas não confirma o que dizes. De resto, posso afirmar-te que eu próprio realizei diligências para que abrissem mesas, como poderão testemunhar colegas de escolas que não estavam contempladas na proposta inicial que a direcção levou à comissão eleitoral.
Na proposta inicial da Direcção encerram 79, não permitem a abertura de 22 e preparam-se para encerrar um número significativo que poderia ir até às 117, não fosse a oposição da Lista B a esta verdadeira golpada.
Sobre o “convite” para a Lista B indicar elementos para as mesas, ele só foi feito de forma sub-reptícia e muito tardiamente, quando a Direcção se apercebeu de que não conseguia “assegurar” o funcionamento das mesas que arbitrariamente impôs.
Já foram esclarecidas em comunicados da Lista B as manobras de engenharia eleitoral da Direcção/Lista A e as sucessivas irregularidades, e mais haverá para esclarecer porque os sócios do SPGL têm o direito de saber porque quer a Direcção evitar que votem nas suas escolas.
Sobre a fiscalização (prevista nos estatutos e no Regulamento Eleitoral) é um direito de que a Lista B não abdica, sobretudo depois das vergonhosas chapeladas praticadas nas últimas eleições, em que os votos por correspondência “viraram” os resultados apurados nas urnas (o protesto apresentado pela Lista B não chegou a ser julgado por questões processuais, o que não transformou a chapelada em posição eticamente aceitável).
Sobre as mesas de Santarém, na Lista entregue pela Direcção há 28 mesas com 2 elementos, quando em relação às mesas propostas pela Lista B foram exigidos 3 nomes.
Ainda sobre esta questão, é fundamental que se saiba que algumas escolas com 3 nomes indicados pela Lista B não foram aceites (p.ex. ES/3 Fernando Namora, que a Isabel Gaspar pode confirmar) por alegadamente não ser possível alterar a informação já enviada para o Escola Informação, ao mesmo tempo que ainda hoje a comissão eleitoral está reunida para fazer o ponto da situação em relação às escolas que têm mesa eleitoral, mas que a direcção não sabe quem vai assegurar a abertura da mesa, o que poderá determinar o seu encerramento.
Para encerrar este assunto dir-te-ei que a minha escola terá mesa, porque nós propusemos a sua abertura e indicámos os 3 nomes, tal como fizemos em mais cerca de 20 escolas, após a 1ª reunião da comissão eleitoral.
Mas é a actual direcção que tem a responsabilidade de organizar o acto eleitoral, tendo inclusive conseguido a presença do departamento responsável pela organização nas reuniões da comissão eleitoral, a que só deviam pertencer os representantes das listas concorrentes.
h) Sobre a direcção regional de Santarém não posso pronunciar-me, mas fico sempre algo confuso quando vejo alguém usar a primeira pessoa para se referir ao trabalho que deve ser colectivo (defeito meu, por certo)
i) Se este post pretende criar um clima de crispação, gostaria de saber como classificas este: http://bilroseberloques.blogspot.com/2009/05/ai-espelho-meu-algum-partido-mais-do.html ?
ou este: http://bilroseberloques.blogspot.com/2009/04/os-sindicalistas-na-comissao-executiva.html
[atenção, que não se deve cuspir para o ar... normalmente leva-se com o cuspo na cara.]
j) Exactamente por não imaginarmos uma FENPROF sem um SPGL forte, próximo dos professores, vivendo no interior das escolas, é que nos candidatámos.
Não foram os candidatos da lista B que se opuseram à eleição de Mário Nogueira para secretário-geral e, na verdade, se não fossem os delegados da lista B, a FENPROF teria tido uma triste continuidade do simpático secretário-geral anterior, o que teria sido muito mais do agrado do ministério da educação, como se viu no último frente-a-frente televisivo entre a ministra e o actual candidato da lista A, à data SG da FENPROF Paulo Sucena.
Dito isto, desejo-te felicidades, mas espero que a Lista B seja a vencedora, porque é preciso reganhar os professores, restabelecer a confiança, voltar a ouvir os colegas nas escolas, para que eles se disponham a ouvir as propostas que temos, para melhorar a Escola Pública e as condições de exercício da profissão.
João Paulo,
Desculpa voltar ao assunto mas, quando me acusas de criar um clima de crispação, devias olhar com mais atenção para os candidatos da tua lista.
O que a tua colega Isabel Pires acaba de fazer é absolutamente lamentável.
Há mais de um mês que ela tinha no seu blogue uma entrada (o segundo link que coloquei no comentário anterior), em que “denunciava um candidato da lista B por ter aceite integrar a CAP de Stº Onofre.
Na data em que a Isabel publicou essa denúncia o tal candidato já tinha sido substituído pela Lista B, com o processo perfeitamente regularizado junto da comissão eleitoral.
Quando às 21:39 de hoje publiquei o comentário, fui copiar o link do post ao blogue “Bilros & Berloques”, onde cheguei porque se encontrava activo.
Nem meia hora depois, quando já é conhecida, pública e notória a eleição do candidato da lista A à zona de Torres Vedras, Pedro Damião, para as funções de Director Executivo da Escola Dr. João das Regras, derrotando o candidato José Nuno Leitão, actual presidente do Conselho Fiscal do SPGL e que se recandidata pela Lista A ao mesmo cargo, o post da Isabel Pires desapareceu e o link deixou de estar activo.
Formas de estar na vida, de ser transparente e de assumir a responsabilidade pelo que se escreve.
Coisas que me fazem pertencer à lista B e tudo fazer para que a nossa vitória impeça que continuemos a ter dirigentes sindicais que fogem às suas responsabilidades.
Apesar de tudo acredito que nem todos sejam assim e tenho a certeza que alguns se envergonharão deste tipo de comportamentos.
Caros António e Francisco e demais leitores aqui do (Re) Flexões,
isto das discussões interessantes tem esta desvantagem: os comentários ficam muito extensos e depois é preciso dar muito ao “scroll” para se chegar ao texto. Vou responder-vos porque entendo que me merecem a resposta e porque a discussão está interessante. Cá virei ler as contra-respostas mas não voltarei a comentar. É que, às tantas, o essencial está dito e começamos aos círculos…
Por partes, curto e objectivo, frontal e assertivo. não é crispação, é uma forma de estar.
a) reparei que o António não chamou mentiras nem falsidades às minhas afirmações nem respondeu às questões mais interessantes. Primeiro porque não podia, depois porque não quis ou não foi capaz. Os factos são difíceis de contornar!
repondendo:
a) A lista A não distribuiu panfletos. Por acaso o estilo gráfico era bem mais o da Lista B. De resto, fosse de quem fosse, o acto é condenável, doa a quem doer!
b) António, ninguém da lista A divulgou factos confidenciais. Isso já te foi explicado. Há quem não acredite e há quem não queira acreditar mesmo quando a verdade entra pelos olhos dentro, passe a redundância.
c) Não sou responsável pelo Bilros e Berloques. Gosto de algumas coisas e desaprovo outras. Não acho que por lá haja campanhas anti-comunismo. Acho que por lá há, por vezes, promoção desnecessária de crispação e litígio. Aqui, também por vezes, acontecem surtos semelhantes. Por exemplo, de ataques injustificados a um adversário eleitoral que podia ser combatido com apresentação de ideias mas, como destruir é mais fácil, vai-se por outro caminho. Por exemplo, o Francisco escusou-se elegantemente, em resposta ao meu comentário, a apresentar as ideias da lista B. Mas, apesar da elegância, foi uma escusa. Uma nega. O caminho da lista B parece não ser esse.
Sobre candidatos a director e quejandos e aqui respondo já aos dois: primeiro, eu sou e penso que todos somos, contra este modelo de gestão. segundo, entendo que, enquanto não tivermos outro, devem ser os professores a apropriar-se dele para evitarmos usurpações arrivistas como já vai acontecendo. terceiro, entendo que candidatos a dirigentes sindicais não deviam fazê-lo. quarto, eu SEI, reparem no que estou a dizer, eu SEI que há candidatos da lista A e da lista B que são, também, candidatos a directores. Como não tenho a mesma necessidade de destruir a vossa lista como tendes de destruir a minha e como entendo que devo preservar os colegas que se candidatam não vou revelar-vos publicamente quais são os vossos mas peçam por mail com jeitinho e eu digo-vos. Como diz o Francisco, e muito bem, cuspir para o ar pode dar mau resultado. Ou não sabiam que também os tinham???
Mas lá está, eu até nem sei se faz parte do vosso programa combater o actual modelo de gestão… vocês não apresentam as vossas ideias!!!
Francisco, o “departamento responsável” que te forneceu os dados só pode ser a Comissão Eleitoral que é composta por elementos de TODAS as listas.
Sobre aposentados: não percebeste o que eu disse. Ou não quiseste perceber. O que eu disse é que muita da desssindicalização que houve teve a ver com a vaga de aposentações. Mas também houve, e tu não referiste, muita sindicalização.
Sobre o Óscar Soares: tu sabes, como eu sei, que o Óscar Soares é um dos dirigentes a quem o SPGL mais deve. Sabes do seu percurso exemplar enquanto dirigente sindical. Sabes que tentar manchar-lhe o nome é uma ingratidão. Sabes o que fez em diversas áreas como sejam a Frente de Contratados, a Casa Pia, a Organização, a Política Educativa… entre outros. Sabes do seu inestimável contributo na FENPROF e sabes que ele tem o direito de ser militante de um partido conforme na tua lista há inúmeros militantes de outro partido. Olha, a propósito do 1º de Maio, eu estive onde não vi ninguém da tua lista: nas comemorações no Tramagal, juntamente com outros dirigentes regionais do SPGL e com os camaradas da CGTP. Mas claro, no Tramagal não havia televisões…
Eu viria aqui para conhecer as ideias da tua lista. Aliás, tenho vindo. Mas tarda.
Eu não disse que a “fiscalização” não era legítima. O que eu disse foi que vocês se queixam de mesas que não abrem mas depois não indicam pessoas para elas para poderem “fiscalizar”. São opções.
Sobre mesas em Santarém: não há nenhuma com dois elementos. Todas têm três e há mesmo algumas com quatro. A lista a que te referes deve estar desactualizada!
Sobre uso da primeira pessoa: Francisco, nem parece teu! Esse discurso é aquela coisa antiga, velha e esfarrapada de “quando o dirigente sindical não faz, é um baldas, um aproveitador. Quando faz, é um arrogante que devia ser humilde”. Camarada, eu trabalho com uma excelente equipa (alguns, poucos, eleitos por vós) e respeito muito essa equipa mas quando sou chamado a assumir responsabilidades enquanto coordenador, nunca me nego e tento servir sempre o SPGL o melhor possível. Quando escrevi aqui na primeira pessoa, fi-lo porque se tratava de um texto pessoal e não quis envolver os colegas da executiva onde decidimos partilhar a composição de mesas e disponibilizar as instalações da D. R. Santarém e fi-lo porque assumo a responsabilidade última dessa decisão. Sabes Francisco, assumir responsabilidades é preciso… Nem tudo se pode diluir no colectivo.
Sobre o Bilros e seus posts: há por lá muita crispação desnecessária mas isso não justifica a tua! São dois erros em vez de um. Mas isto sou eu a pensar, não é um dogma.
Sobre o Mário Nogueira, a FENPROF e o SPGL: Tu e a tua lista tentam sempre colar-se ao Mário o que é natural dada a proximidade da militância comunista de que não comungo mas saúdo. Contudo, cometem sempre o mesmo erro/falsidade que é dizer que a actual direcção do SPGL não o tem apoiado. O SPGL apoiou outra candidatura porque a considerou mais válida mas nunca questionou a combatividade do Mário e, a partir do momento em que ganhou, começámos um trabalho de equipa e temo-lo apoiado em tudo o que precisa. De resto, para confirmares isto, basta perguntares ao Mário se a actual direcção do SPGL alguma vez deixou de cooperar com ele ou de participar activamente na vida da FENPROF. Tu sabes que temos sido um dos principais motores da FENPROF e foi por isso que te esquivaste a responder a TODAS as perguntas que te fiz acerca do SPGL e da FENPROF. É que das únicas respostas possíveis e verdadeiras àquelas perguntas iria inferir-se do enorme trabalho e dinamismo que temos tido na Federação e isso já não te interessava assumir nem inferir. Mas tal honestidade ficava-te bem!
Um abraço,
João Paulo Videira
Com a pressa nervosa (a crispação é sempre dos outras) da resposta, o J. P. Videira não reparou num pormenor do meu comentário: “nunca é feita [pela Lista B] nenhuma afirmação que não possa ser provada ou demonstrada” e vai daí estatelou-se a toda a largura da resposta.
Por partes e só em relação às quatro interpelações a que o J.P.V. se esforçou por responder:
1. a tarjeta anónima foi distribuída por 4 dirigentes do SPGL todos candidatos pela Lista A, perfeitamente identificados quer por quem esteve na manifestação quer por fotos (algumas tão pormenorizadas que lê o que diz na tarjeta). Se o JPV quiser os nomes é só perguntar ao responsável pela “agit prop” do SPGL.
2. a divulgação de assuntos reservados ou confidenciais por elementos da Lista a tem sido uma prática frequente de que refiro três exemplos (há mais):
a) A Isabel Pires e a “AnaLee” divulgaram nos seus blogues o comunicado do Conselho Nacional da Fenprof antes de ser tornado público e nem uma nem outra fazem parte do CN. e mesmo que fizesse, como quem lhes passou a informação, não estariam a agir dentro dos princípios da ética sindical (dito assim suavemente para evitar crispações).
b) A Isabel Pires teve acesso a uma informação confidencial que sÓ podia ser do conhecimento da Mesa da Assembleia Geral e correu a espalhá-la por tudo quanto era blogue. Foi o caso da subsituição que a Lista B efectuou de um seu candidato por ter tido um procedimento contrário aos princípios programáticos da lista.
c) A explicação dada pelo Manuel grilo que remete para um comunicado da Plataforma não responde, nem podia responder (factos são factos) à questão colocada e aí não à volta a dar. Nos blogues do MEP e do Guinote foi colocada informação ainda só do conhecimento do secretariado da Fenprof.
3. Sobre os conteúdos do Bilros & Berloques, regista-se que o JPV ficou incomodado, torceu-se e retorceu-se, mas prefere mudar de assunto.
4. No que respeita aos candidatos a directores, a resposta do JPV é ambígua, para não dizer dúplice (pode ter-se explicado mal). No caso referido, trata-se não já de um candidato, mas de um director eleito. É público e conhecido. Da Lista A em contradição com o programa.
se, por hipótese, houver algum candidato da Lista B que venha a ser eleito director, colocar-se-á a esse candidato a questão pessoal da contradição entre a sua decisão e os princípios da Lista.
O que não é admissível é que sendo o JPV membro do secretariado da Fenprof venha afirmar que “enquanto não tivermos outro [modelo de gestão] devem ser os professores a apropriar-se dele, quando a posição da Fenprof é muito clara a esse respeito, combatendo o modelo e não facilitando (como faz a Lista A e o JPV aceita) a sua implementação.
Por último, sobre o Programa da Lista B e o debate de ideias.
O programa está disponível no Escola Informação e no site da Lista B. Se não chega, podemos fazer desenhos ou esquemas. Fica o JPV convidado a debater, em geral, ou ponto por ponto (sem crispação) as ideias e as propostas da Lista B, mesmo aquelas de que a Lista a se apropriou para efeitos de campanha.
E, não esqueça, no seu comentário em círculo, quadrado ou obtuso, que a Lista B nunca faz afirmações que não possam ser provadas ou demonstradas.
Correcções:
Outros e não outras
O comunicado do CN é o de solidariedade com o Agrup. Santo Onofre.
Onde se lê Lista a deve ler-se Lista A. Não é por esta via que se demonstra a pequenez da dita.
Outra correcção:
“Não há volta a dar” é a expressão correcta.
Naquele contexto, claro.
Porque noutro mais geral, isto vai mesmo dar uma volta.
http://bilroseberloques.blogspot.com/2009/04/os-sindicalistas-na-comissao-executiva.html
Francisco, procure na semana em que seu o facto nos meus arquivos e encontrará o post. Não apaguei nada, quando erro peço desculpa, mas não apago.
Não faço campanha anti-comunista no meu blogue porque eu não sou anti-comunista, não estou de acordo com o “assalto do PCP” aos sindicatos nem de outro Partido qualquer. Um sindicato identificado com um só Partido é a sua destruição.
Nunca publiquei documentos secretos no meu blogue, sempre me foram legitimamente entregues para publicar.
Quanto às mesas, muitas não puderam abrir porque não indicaram ninguém para as assegurar.
O caso de Stº Onofre foi uma excepção pois que o soube foi por uma fonte fora do nosso Sindicato.
Sei que modera os meus comentários, espero que publique este.
Se reparar bem, no meu blogue não faço nenhum poste explicitamente a dizer mal da Lista B, coloco material da campanha da Lista A, se outras imagens ou assuntos os toma como dirigidos à Lista já são interpretações vossas.
Boa Campanha!
Isabel,
Peço desculpa quanto à questão do post. Efectivamente ele continua lá. Ao passar o link para o meu comentário houve um erro qualquer e, por isso, quando tentava aceder aparecia uma mensagem de página não encontrada. Agora já está corrigido.
Quanto à “estória” do controle do PCP sobre o sindicato, não passa disso mesmo – uma “estória”. E se o grande argumento contra a lista B é o seu alegado controle por parte do PCP, pela minha parte tenho a declarar que não sou militante comunista, nem nunca fui. Estou na lista porque acredito no programa, nos objectivos e na ambição que temos, de voltar a levar o SPGL para dentro das escolas, em vez de se confinar à sede e às delegações.
E posso dizer, sem risco de estar a divulgar informação classificada, que como candidato da lista também participo nas reuniões da comissão coordenadora de campanha, dando o meu contributo, que é aceite, ou partilhando as minhas reflexões sobre a relação entre o sindicato e os professores nas escolas, ou ainda dando ideias para os textos que são publicados e distribuídos nas escolas.
O que de facto não houve, no caso da lista B, foi a necessidade de “negociar” lugares nos diferentes órgãos, para partilhar o poder entre as diversas facções e sensibilidades políticas (RC, BE, PS etc., basta ver a composição da direcção central que propõe e a criação de novos lugares). No caso da lista B a nossa força assenta na força do colectivo, com base nas convicções que são fruto de reflexão e não na partilha de lugares, seja na direcção central, seja nas direcções regionais, sectoriais ou de zona.
A nossa vitória, mais do que a vitória do colectivo lista B, será a vitória dos professores, porque voltarão a ter um sindicato forte e que apoiará efectivamente os delegados eleitos em cada escola.
Quanto ao resto, que a campanha corra bem e que os vossos resultados sejam o reflexo do trabalho que fizeram durante o mandato que agora termina, é o que vos desejo.