Companheiros/as,
O ataque do ministério traduz-se numa manobra de cedência aparente (pois nada de essencial no modelo é abandonado) para obrigar a cedência nos princípios, do lado sindical, usando os arautos do costume para denegrir a posição de firmeza sindical que possa traduzir o sentimento genuíno dos docentes.
Se estes sindicatos e seus dirigentes recuassem agora, seriam colocados perante uma onda enorme de descrédito e de revolta.
Mas, se eles são capazes de aguentar firmes, não poderão perder, no longo prazo. Se eles tiverem a coragem (uma vez!) de consultar as bases, de fazer votar um programa de luta proposto e não imposto, o qual pode sofrer modificações, tendo em conta as realidades locais… então seria um grande momento de luta sindical. Quero acreditar que sim, ainda é tempo de verem o que é evidente. Que, se não fizerem isso, se nós não fizermos tudo para que eles optem pelo bom caminho, então teremos mais uma derrota.
Quanto à questão central, qual é? o que é fundamental; em que ponto não cedemos?
Eu penso que é a recusa de uma carreira a duas velocidades (professor e professor titular) e da contingentação (as quotas) dos lugares do topo.
Queremos portanto a abertura de um período negocial, em que claramente se proceda à revisão do ECD, ou seja, se remova o que nos parece totalmente inaceitável. Neste novo desenho, podem eventualmente, recuperar-se certos aspectos do modelo de avaliação de desempenho da lei actual. Mas, em caso nenhum, se pode admitir que esta seja utilizada como base de negociação.
A estratégia deve ser portanto de mostrar, ao ME, ao governo e a toda a sociedade, que os professores irão tão longe quanto for preciso, para que seja reposto um estatuto de carreira que tenha um mínimo de dignidade.
Solidariedade,
Manuel Baptista
(sócio spgl/fenprof)

2 Comentários
Novembro 21, 2008 às 7:55 pm
Partilho, portanto, da opinião do colega Manuel Baptista e que foi sublinhada pelo Francisco. O problema da avaliação está a montante, está na urgência de revisão do ECD. A negociação do modelo da ADD não deverá, em qualquer circunstância, deixar mergulhar nas soluções óbvias. E a dúvida que me acompanha é a seguinte: Será que o caldo político está no ponto para resolver, já, os problemas que nos afligem? (remeto para o meu blogue a clarificação do que entendo por “soluções óbvias”)
Novembro 21, 2008 às 7:57 pm
[...] portanto, da opinião do colega Manuel Baptista e que foi sublinhada pelo Francisco. O problema da avaliação está a montante, está na urgência de revisão do ECD. A negociação [...]