Maio 7, 2008...1:11 pm
Quem está já a ganhar com a avaliação de professores?

Visitando o sítio do INA na web podemos descobrir um conjunto vasto de acções de formação que, de acordo com a publicidade, pretendem modernizar a administração e actualizar os funcionários públicos.
Uma das formações disponíveis é sobre a Avaliação do Pessoal Docente e reza o seguinte:
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE
16 Horas de 12-05-2008 / 13-05-2008
09H00/18H00
Enquadramento:
Tendo o presente Governo definido como uma das metas prioritárias do seu programa a Reforma da Administração Pública, a avaliação do desempenho individual e das organizações públicas surge como elemento essencial desse objectivo.
No caso das escolas e dos professores, torna-se necessário entender a actual legislação e desenvolver os conceitos, ferramentas, mecanismos e processos que possibilitem a implementação eficaz da avaliação de desempenho dos docentes e contribua para o seu desenvolvimento e valorização profissional e pessoal.
Objectivos:
Analisar e discutir sobre a avaliação do desempenho, os seus contornos, suas vantagens e dificuldades.
Enquadrar a avaliação do desempenho dos docentes dentro dos contornos da presente legislação.
Treinar a montagem de um sistema de avaliação do desempenho, incluindo a definição de objectivos, de forma prática e clara, obedecendo aos requisitos definidos superiormente.
Analisar os vários níveis da avaliação do desempenho e o que pode diferenciar cada um desses níveis.
Debater sobre a objectividade num modelo de avaliação do desempenho.
Desenvolver um modelo de avaliação do desempenho que suporte o Estatuto da Carreira Docente e dê respostas concretas ao modelo proposto superiormente e que sirva de suporte ao desenvolvimento das competências necessárias ao sucesso na função.
Departamento:
Formação de Quadros Superiores
Destinatários:
Membros de Conselhos Executivos, Coordenadores, Docentes, bem como outras pessoas envolvidas no processo de avaliação do pessoal docente.
Formador(es):
Dr. Jorge Fatal Nogueira.
Nº máximo participantes: 25
Local: OEIRAS
Preço (privadas/públicas): 200€ / 200€
Metodologia:
Expositiva, debates e trabalhos de grupo . Construção de instrumentos em sala que se adaptem à realidade de cada escola.
Programa:
A Atitude e a mudança comportamental
Medir o quê e para quê
O desenvolvimento intra e interpessoal, presentes na performance do professor
Para Desenvolver há que gerir e para gerir há que medir - Medir o quê e como
Princípios orientadores dos diplomas que regulamentam a avaliação de desempenho
Princípios da avaliação de desempenho
Os mecanismos indispensáveis à aplicação do novo sistema de avaliação de desempenho do pessoal docente,
Planeamento das actividades de avaliação,
Fixação dos objectivos individuais,
Gestão por objectivos
O que são objectivos
Avaliação pelo exercício da actividade lectiva
As dimensões da avaliação do desempenho
a) Vertente profissional e ética;
b) Desenvolvimento do ensino e da aprendizagem;
c) Participação na escola e relação com a comunidade escolar;
d) Desenvolvimento e formação profissional ao longo da vida.
A interconexão entre objectivos, competências, atitudes, as 4 dimensões do Estatuto da Carreira Docente
A observação e as evidências
Periodicidade
Instrumentos de registo
Os intervenientes da avaliação e como cada uma das partes pode participar na avaliação global do professor
As dificuldades na medição
As competências e os modelos de gestão por competências
A interacção em sala e as várias funções do professor
Processo de avaliação
A auto-avaliação e os seus parâmetros
As diferenças de níveis de cada um dos parâmetros da avaliação
Instrumentos de avaliação
Fichas de avaliação
A entrevista de avaliação
A Preparação da entrevista de avaliação
A negociação da avaliação
O Acordo e o plano de desenvolvimento individual
Sistema de classificação
Entrevista de avaliação
Casos Especiais
Recomendações do Conselho Científico quanto à avaliação de professores.
Da leitura desta pérola pode constatar-se que o negócio vai de vento em popa. Em 16 horas (dezasseis) o superformador Dr. Jorge Fatal Nogueira abordará um programa extensivamente revolucionário com 38 itens, que vão da análise da Atitude e mudança comportamental, aos problemas da medição do quê e para quê, passando pelos princípios da avaliação do desempenho, análise dos diplomas que regulamentam a avaliação (supõe-se que também serão analisados os despachos e ofícios que alteram decretos e leis), a fixação de objectivos individuais, a gestão por objectivos, a interconexão entre objectivos, competências, atitudes e as 4 dimensões do Estatuto da Carreira Docente, e mais uma série incrível de assuntos.
Para levar a cabo tão grandiosa tarefa, o formador é possuidor de um vastíssimo currículo que, apenas por mera infelicidade, não contempla qualquer relação com a Escola ou com a investigação nas áreas da Administração Educacional, do Desenvolvimento do Currículo ou, por exemplo, da Formação de Professores. Mas isso é coisa de somenos, desde que os membros de Conselhos Executivos, Coordenadores, Docentes, bem como outras pessoas envolvidas no processo de avaliação do pessoal docente, passadas que estejam as dezasseis horas, possam exibir uma certificação do INA em como são “avaliadores encartados”.
Para que não haja dúvidas, aqui vai o currículo do formador:
Jorge Fatal Nogueira
* Licenciatura em Engenharia de Sistemas Decisionais (Faculdade de Engenharia de Sistemas de Lisboa, 1985).
* Pós-graduação em Marketing - Curso Aberto de Marketing para Executivos (Universidade Católica Portuguesa, 1995)
* MBA (Insead França, 2000).
* Director de projectos em várias organizações internacionais.
* Expert em Liderança e Gestão de Equipas, Gestão do Tempo, Motivação e Gestão da Mudança.
* Consultor e formador em diversas empresas internacionais.

Poupança de combustível
Evolução do roubo à mão armada

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6 Comentários
Maio 9, 2008 às 8:53 pm
Eu bem andava desconfiada que o dito Sr. não tem formação na área da Avaliação em Educação… ou terá? Eu não sei. Só sei que a minha Área de especialização é Avaliação em Educação e nunca ouvi falar do dito a não ser nestes últimos dias. Deve ser ignorância minha, admito. Mas com o currículo académico do Sr. que é apresentado até duvido que ele esteja certificado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Avaliação Contínua para dar formação neste domínio da Avaliação de Professores.
Ninguém devia inscrever-se nesses cursos, sejam lá eles de formação, informação ou deformação. Nem um eurito gasto com estas fraudulências! Vender modelos para negócios, não é para o bem dos alunos ou a qualidade da Educação. Será que ninguém vê isso?
Maio 10, 2008 às 5:12 am
Pois também não pode se apresentar como doutor, uma vez que este senhor não fez o doutoramento. Observe-se que nem mestrado consta em seu currículo.
Um curso de MBA no INSEAD é um belo curso, sim senhor, mas é curso profissionalizante e não confere titulação de mestre e muito menos de doutor.
Tudo isso somado faz parecer que o curso em questão é uma granda farsa, isto é o que parece.
Maio 10, 2008 às 8:13 am
O que é completamente errado é que tanto o dr. Fatal como o INA ficam a ganhar, os formandos passam a exibir um diploma e depois temos que os aturar nas escolas como avaliadores encartados, para gáudio do ministério que por esse via elimina uma das críticas ao modelo de avaliação.
A solução tem mesmo que passar por obrigar estes avaliadores “INAticos” a fazerem tudo tão “by de the book” que estoirem antes de dar cabo dos colegas.
Greve de zelo, exigindo cumprimento integral do modelo a estes avaliadores e reclamações sempre que não cumpram o mínimo detalhe.
Maio 10, 2008 às 9:10 am
Esclarecimento:
Uma pós-graduação tem o valor que tem e ninguém lho retira, mas não pode conferir o grau de Mestre. O Sr. não tem Mestrado, tem uma pós-graduação. Mas não é isso que está em causa. O Sr. Fetal pode ser um excelente profissional. Não me posso manifestar na sua área porque não o conheço, nem conheço o seu trabalho.
As dúvidas que se me levantam prendem-se com a sua competência na Área da Avaliação em Educação. E já não é pouco. Repare-se que ele está a formar professores-avaliadores com uma formação em Marketing. Se isto não vos faz confusão, confesso, eu acho um pouco estranho.
Uma pós-graduação em Marketing deve fazer mais sentido no mundo empresarial. O mundo “empresarial da escola” é diferente e como diferente tem que ser tratado de modo diferente.
Maio 13, 2008 às 2:14 am
Concordo com a colega Fátima.
Mas veja que as coisas não são como são apenas por acaso… veja o comentário que encontrei em outro post, em referência ao curriculo apresentado pelo “doutor” Jorge Fatal:
“Citado genericamente como “MBA - Insead França, 2000”, o curso que de facto freqüentou é, na verdade, um MBA de uma Fundação no Brasil que tem um acordo com o INSEAD, no âmbito do qual os alunos fazem uma curta passagem pela instituição francesa. Ele mesmo o cita em seu currículo divulgado em outros sites, com finalidade diversa.
Sendo esse o caso, não pode esse senhor afirmar em seu currículo ser possuidor de um certificado de MBA pelo INSEAD”.
A discussão, a meu ver, envolve os métodos, envolve as competências dos instrutores para a tarefa a que se propõem, mas fatalmente engloba a qualidade e a veracidade das informações apresentadas com o intuito de vender o tal curso de formação .
Maio 20, 2008 às 8:54 am
Aqui vão as condutas que o Fatal anuncia:
CONDUTAS
1. É pontual.
2. Disponibiliza-se para actividades que ultrapassam obrigações horárias/profissionais.
3. Cumpre prazos .
4. Quando trabalha em equipa é um elemento participativo e não conflituoso.
5. Zela e preserva material/equipamento escolar.
6. Proporciona ambiente calmo, propício à aprendizagem.
7. Numa reunião tem uma atitude de colaboração e de entreajuda.
8. Manifesta opinião própria e construtiva relativamente a assuntos debatidos.
9. Não gera mau ambiente no local de trabalho.
10. Evita banalidades e perda de tempo.
11. É receptivo à mudança.
12. Dá sugestões / tem opiniões críticas para melhoria de serviços.
13. Faz formação de acordo com o projecto educativo da escola (1/3).
14. Faz formação na sua área específica (2/3).
15. Disponibiliza-se para apoiar os alunos após as horas lectivas, sempre que considere necessário.
16. Regista e avalia o cumprimento das actividades planificadas.
17. Estabelece planos de acção para corrigir desvios.
18. Apoia o desenvolvimento de métodos de aprendizagem / estudo.
19. Estabelece e faz respeitar regras de convivência, colaboração e respeito.
20. Aplica os critérios de avaliação aprovados pelos órgãos competentes.
21. Cumpre o horário - substituir parâmetros de assiduidade
22. Mantém a calma perante uma situação de tensão com alunos, professores ou pais.
23. Mantém limpo e arrumado o local de trabalho.
24. Oferece-se para ajudar em outras áreas que não a sua quando é necessário.
25. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço
26. Conhece o PE da escola, a missão e a visão da escola.
27. Utiliza correctamente os equipamentos.
28. Verifica o estado dos equipamentos antes e depois da sua utilização.
29. Zela pelo cumprimento do regulamento interno da escola.
30. É educado e cordial com todos os elementos da comunidade escolar
31. Perante uma situação determinada, apresenta diferentes alternativas como solução.
32. Comunica por escrito ao conselho executivo sugestões a implementar (por ex:com base na análise de melhores práticas de outras escolas ou organizações) que ajudam a garantir um
serviço de mais qualidade.
33. Mantém a confidencialidade e discrição perante determinadas situações.
34. Recolhe diferentes opiniões ou sugestões procurando criar sinergias com os seus colegas com a mesma função.
35. Colabora / age no sentido de proporcionar um bom clima de escola.
36. Resolve situações de conflito sem ter que solicitar ajuda extra.
37. Assiste a aulas de colegas sempre que considera útil.
38. Permite que outros colegas assistam a aulas suas.
39. Actua de forma rápida e eficaz, de acordo com critérios predefinidos, dentro das acções previstas nos processos de trabalho em que está envolvido
40. Age com assertividade e discernimento, encontrando as soluções mais pertinentes para cada situação, apresentando-as ao respectivo responsável hierárquico.
41. Analisa problemas e toma decisões relativas a rotinas de trabalho, não necessitando de apoio superior.
42. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as actividades para atingir os resultados de forma mais eficaz.
43. Cumpre prazos.
44. Transmite a sua opinião de forma racional e controlada.
45. É receptivo à mudança e envolve os seus pares para melhorar a sua área, a dos outros e a escola no seu todo, não se opondo às questões.
46. Quando é chamado a desenvolver outras actividades, encara sempre a situação de uma forma positiva, predispondo-se para actuar.
47. Revela empenho no desenvolvimento das tarefas, realizando-as antecipadamente.
48. Toma decisões e assume a responsabilidade não jogando a culpa dos problemas para cima de outros.
49. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
50. Gere com eficiência todos os meios existentes na escola.
51. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
52. Propõe actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra (extravasando os limites da escola).
53. Supera as expectativas do grupo com contribuições activas de desenvolvimento, motivando estes a seguir o exemplo, oferecendo ajuda e dando opiniões construtivas (não havendo rejeições das suas contribuições).
54. Assiste a eventos desenvolvidos por qualquer tipo de entidade.
55. Está ao corrente de situações e dificuldades de outras escolas desenvolvendo soluções na escola como prevenção.
56. Perante uma dificuldade na escola conversa com outros colegas que possam partilhar situações similares e sugere determinadas acções.
57. Traz à escola pessoas de assuntos de interesse partilhando experiências.
58. Desenvolve planos de acção para a implementação de melhores práticas pesquisadas e adequadas à escola.
59. Fomenta o networking interno e externo através de comunicações e actividades.
60. Analisa continuamente as tendências dos outros e procura implementar as melhores práticas para encontrar as melhores soluções.
61. Aplica a formação recebida nas tarefas que lhe são atribuídas.
62. Aproveita ideias de outras áreas ou de organizações semelhantes e adapta-as à sua.
63. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as tarefas, no sentido da melhoria, ou seja, faz alterações ao previsto, para atingir os resultados de forma mais eficaz.
64. Consegue sinergias com outras áreas da organização no sentido de facilitar ou agilizar o serviço.
65. Identifica situações que fogem do padrão do controle previsto e apresenta soluções ao Coordenador no sentido de evitar possíveis problemas.
66. Organiza e coordena actividades consideradas por outras áreas como melhores práticas e incorpora-as com vista à superação dos resultados previamente estabelecidos, apresentando propostas ao Coordenador para superação de objectivos através de um plano de a
67. Orienta e planeia acções com uma visão partilhada que potencia a missão e os valores da organização.
68. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos dentro da organização.
69. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos fora da organização, por exemplo fazendo apresentações em congressos, palestras, etc
70. Partilha técnicas, ideias e recursos melhorando o trabalho em equipa através de aconselhamentos aos seus colaboradores.
71. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço.
72. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
73. Sempre que verifica alguma anomalia mesmo que não seja da sua área sugere soluções simples mas concretas.
74. Contribui para a mudança planeando melhores práticas e tomando iniciativas, com base em projectos de autonomia e liderança, medindo o grau de satisfação de pelo menos 75% dos seus colaboradores através de pesquisas de satisfação rápidas
75. Apresenta por escrito propostas de soluções novas de problemas fora da sua área de trabalho e de actuação
76. Cria acções novas e motivadoras para a manutenção da disciplina na sala.
77. Cria e implementa novas formas e metodologias que favorecem a participação dos alunos na realização da aula.
78. Cria ferramentas de controle da sua actividade ou de outros dentro da organização que sejam simples mas resolvam os problemas de acompanhamento.
79. Cria instrumentos que proporcionam auto avaliação dos alunos com rigor e objectividade.
80. Cria novos métodos de estudo para os alunos, demonstrando a sua eficácia.
81. Cria novos sistemas ou metodologias nas turmas que estimulam o processo de ensino-aprendizagem.
82. Cria processos e critérios de avaliação e partilha com os avaliados, obtendo consenso e validação.
83. Desenvolve recursos inovadores para a realização de actividades lectivas.
84. É capaz de desenhar condutas observáveis dos colegas avaliados de forma simples e objectiva.
85. Envolve-se em projectos comunitários inovadores por iniciativa própria.
86. Estabelece mecanismos novos de seguimento ou acompanhamentos da implementação dos planos de melhoria negociados com os avaliados.
87. Executa um projecto de liderança inovador e consegue implementar ideias revolucionárias e estratégicas, envolve as pessoas nesses projectos não deixando de fora ninguém.
88. Inova com ideias jamais testadas em algum lado e prova que a organização poderá beneficiar disso.
89. O professor cria e implementa processos claros e reconhecidos pelos alunos para facilitar a sua disponibilidade e apoio aos mesmos.
90. Preocupa-se no desenho e implementação de novas ideias criadas por ele que ajudem a escola na redução do abandono escolar.
91. Propõe novas actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra.
92. Quando apresenta os problemas apresenta também hipóteses de várias soluções criadas por ele, devidamente estudadas e analisadas e dá a sua opinião de como o problema pode ser resolvido da melhor forma.
93. Sugere novas estratégias para a resolução de problemas.
94. Sugere novos critérios que permitam fazer uma análise da planificação e estratégias de ensino para a adaptação ao desenvolvimento das actividades lectivas.
95. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
96. Utiliza os resultados da avaliação dos alunos como base para criar novas formas de actividade lectiva que permitam desenvolver com eficácia e competência as atitudes dos alunos.
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